<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661</id><updated>2011-08-01T13:34:29.511-03:00</updated><title type='text'>..: Samba em Sampa :..</title><subtitle type='html'>Este blog foi criado com um único objetivo: a troca de informações, já que acreditamos no coletivo, na diversidade e na expansão do conhecimento. Vamos mostrar as raízes e a tradição do samba paulistano, suas vertentes, apresentações, composições e onde encontrá-los nos dias de hoje. Todas as idéias servirão de apoio para um projeto em desenvolvimento, um livro reportagem para homenagear e eternizar o samba da capital.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>51</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-7882152209923087733</id><published>2010-01-27T08:53:00.004-02:00</published><updated>2010-01-27T09:03:40.228-02:00</updated><title type='text'>fim de semana de kolombolo</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nesta sexta-feira, dia 29, o Kolombolo se apresenta na Choperia do Sesc Pompéia. O show é parte do projeto Comunas do Samba, iniciativa do Sesc que homenageia as comunidades de samba na cidade, fundamentais para a preservação e propagação do ritmo. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A apresentação contará com a presença de Thobias da Vai Vai, Ideval Anselmo, Zelão, Zé Maria do Peruche, Toinho Melodia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431372908068672834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 263px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/S2Ac4hwdFUI/AAAAAAAAAE0/d_jivN4_MnU/s320/Picture+18.jpg.png" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Já no domingo, está de volta a Praça do Samba! &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A roda conta com a apresentação de sambas paulistas já consagrados e sambas dos compositores do Kolombolo - organizador da Praça. O evento é mensal e reúne, além da música boa, as Tias Baianas Paulistas com uma disputada e caprichada feijoada. Neste domingo a roda contará também com a presença de Marco Mattolo, Edu Salmado (Clube do Balanço) e Chapinha (Samba da Vela).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A feijoada é vendida a partir das 14h e o samba começa logo em seguida, às 15h. A praça fica na rua Belmiro Braga, s/n. (é uma travessa da cardeal arco verde e da inacio pereira da rocha)&lt;br /&gt;Quem quiser ter um gostinho, segue o link: &lt;/span&gt;&lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://www.youtube.com/kolombolosp" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;www.youtube.com/kolombolosp&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;mais informações: &lt;a href="http://www.kolombolo.org.br/"&gt;http://www.kolombolo.org.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-7882152209923087733?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/7882152209923087733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2010/01/fim-de-semana-de-kolombolo.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/7882152209923087733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/7882152209923087733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2010/01/fim-de-semana-de-kolombolo.html' title='fim de semana de kolombolo'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/S2Ac4hwdFUI/AAAAAAAAAE0/d_jivN4_MnU/s72-c/Picture+18.jpg.png' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-1984943016135773730</id><published>2010-01-13T09:12:00.002-02:00</published><updated>2010-01-13T09:14:50.952-02:00</updated><title type='text'>Adoniran Barbosa</title><content type='html'>Este ano comemoramos o centenário do ícone do samba paulista Adoniran Barbosa. Em matéria publicada hoje, na Ilustrada, a Folha de S. Paulo revela um dos projetos em comemoração ao aniversário do sambista paulistano, autor das conhecidas "Saudosa Maloca" e "Trem das Onze".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Adoniran Barbosa tem obra revista em comemoração a centenário &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;MARCUS PRETOda Folha de S.Paulo&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Com a corda mi do meu cavaquinho fiz uma aliança pra ela, prova de carinho." Adoniran Barbosa (1910-1982), um dos ícones máximos do samba paulista e coautor (com Hervê Cordovil) de "Prova de Carinho", usou mesmo uma corda do instrumento para improvisar aliança à mulher, Matilde. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O mimo faz parte do volumoso acervo do artista, que entra agora em fase de catalogação e deve se tornar, até o próximo ano, a Casa Adoniran. O material estava, até agora, sob os cuidados do MIS, mas foi reavido pela família do autor.&lt;br /&gt;"Não vou dizer que estava sendo maltratado [no MIS], mas abandonado, fechado", diz Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa, 72, filha e herdeira de Adoniran.&lt;br /&gt;Em fase inicial de concepção, o museu não deve estar pronto a tempo de fazer parte das comemorações do centenário de Adoniran, que acontecem a partir deste mês.&lt;br /&gt;Estão no pacote centenas de fotos históricas, contratos com emissoras de rádio, roupas, brinquedos que fazia com material reciclado e até a carteirinha de sócio do Corinthians.&lt;br /&gt;"Há também centenas de scripts originais dos programas de rádio que ele fez desde a década de 30", diz Celso Campos Jr., autor de "Adoniran - Uma Biografia", que está sendo relançada. "Matilde era muito fã desses programas e pedia que ele levasse tudo para casa."&lt;br /&gt;A vida de Adoniran também deve ser mote de documentário, com direção de Vange Milliet e Aline Safahara, e de musical no teatro, projeto comandado por Rubens Ewald Filho.&lt;br /&gt;Apesar de ser reconhecido hoje apenas pela faceta musical, genitora de clássicos como "Saudosa Maloca" e "Trem das Onze", foi como ator --em rádio ou cinema-- que Adoniran viveu o apogeu popular.&lt;br /&gt;Zuza Homem de Mello trabalhou com Adoniran na Rádio Record e diz que, naquele período, ele era "um astro". "Era o bambã da história, de uma versatilidade impressionante", conta. "Quando os programas eram feitos, eu recebia os scripts. E via a maneira impressionante como aquilo ganhava vida na voz dele."&lt;br /&gt;A Record ficava no Centro, para onde convergiam todas as expressões criativas vindas da periferia. Andando por ali, Adoniran desenvolveu uma percepção do linguajar do paulistano mais popular. Despejava tudo nos personagens do rádio e, mais tarde, na música.&lt;br /&gt;"Ele é o rap, o hip-hop. Justamente por causa dessa linguagem de rua", diz Mart'nália, que participa do CD-tributo a Adoniran, a ser lançado pela Lua Music. "Ele inventou o samba da feira, que vai falando. É música de falar papo reto."&lt;br /&gt;Foi Elis Regina quem apresentou Adoniran a Rita Lee, que lembra: "Ele tinha aquele sotaque delicioso do Bexiga, fumava pra caramba, virava a cabeça quando um par de pernas femininas passava, mas não por cafajestice. Tive a impressão de que não sabia quem eu era, deve ter pensado que eu fosse uma amiga gringa da Elis que conhecia várias músicas dele."&lt;br /&gt;Beth Carvalho gosta de jogar luz sobre a verve política do autor, exercitada em sambas como "Despejo na Favela" e quase sempre lançada a segundo plano. "Por ser um ritmo exuberante, ninguém percebe a tristeza das letras. O samba em geral é assim. O do Adoniran, mais ainda", diz a cantora.&lt;br /&gt;É essa linha fina entre humor e tragédia que torna os sambas de Adoniran, segundo Cristina Buarque, tão difíceis de ser interpretados. "A coisa é engraçada e é triste, não pode exagerar nem para um lado nem para o outro", diz. "É barraco que despenca, é gente despejada. Mas é tudo muito atual. O mundo continua igualzinho, reparou?"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-1984943016135773730?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/1984943016135773730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2010/01/adoniran-barbosa.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/1984943016135773730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/1984943016135773730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2010/01/adoniran-barbosa.html' title='Adoniran Barbosa'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-1127269396131889660</id><published>2010-01-07T23:22:00.002-02:00</published><updated>2010-01-07T23:31:33.312-02:00</updated><title type='text'>Janeiro tem samba</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Salve, salve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do período de festas a cidade de Sâo Paulo será presenteada com um mês especial repleto de shows. É o projeto &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Comuna do Samba&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os SESCS Pompéia, Ipiranga, Consolação, Santo André vão receber algumas das inúmeras comunidades da cidade, que tiveram papel fundamental para a preservação do samba na última década.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem quiser curtir esse final de semana, seguem as dicas: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Projeto Samba Autêntico – part. Virgínia Rosa &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;SESC Pompeia - Dia(s) 08/01-Sexta, 21h.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Tias Baianas Paulistas - part. D. Inah e Kolombolo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;      &lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;SESC Pompeia - Dia(s) 09/01- Sábado, 21h.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Tereza Gama&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;SESC Consolação - Dia(s) &lt;b&gt;09/01&lt;/b&gt; Sábado, às 16h30.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Samba Passado de Glória&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;SESC Santo André - Dia(s) &lt;b&gt;10/01&lt;/b&gt; Domingo, às 16h.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;__&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;mais informações - www.sescsp.org.br&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-1127269396131889660?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/1127269396131889660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2010/01/janeiro-tem-samba.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/1127269396131889660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/1127269396131889660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2010/01/janeiro-tem-samba.html' title='Janeiro tem samba'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-5775834576984374511</id><published>2009-12-11T15:47:00.005-02:00</published><updated>2009-12-11T16:09:24.080-02:00</updated><title type='text'>Periferia renova samba de São Paulo</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As comunidades de samba em São Paulo tem papel fundamental na propagação e perpetuação do samba na capital. Elas &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;têm aparecido com frequência no cenário do samba aqui na cidade e demonstram a capacidade de manutenção e recriação constante do ritmo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As comunidades já eram vistas na década de 60 com a manifestação carnavalesca dos Cordões. Durante décadas aconteceram reuniões nos dias de festas religiosas negras nos bairros paulistanos da Barra Funda e do Jabaquara. Porém, com a oficialização do carnaval foi redigido um regulamento de disciplina que obrigava todos os cordões a se transformarem em movimentos semelhantes aos do Rio de Janeiro, as escolas de samba. As manifestações culturais mais espontâneas e populares ligadas ao samba perderam espaço pelo grande destaque que foi dado às escolas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Um processo inverso tem ocorrido a partir da década de 90. Os movimentos começaram a reaparecer, mostrando a força do ritmo musical como agente comunitário e agregador de valor cultural. Para José Alfredo Gonçalves Miranda, o Paquera, a importância desses movimentos é valorizar a cultura e a identidade cultural do País, além de determinar o samba como um ritmo independente do carnaval. Ele é fundador de uma das mais representativas comunidades, o Samba da Vela, e tem o ritmo como condutor de seus projetos profissionais e pessoais. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Comunidades como o Samba da Vela, Kolombolo, Samba da Laje, Samba da Tenda, Samba D´elas, todas em São Paulo e o Núcleo Cupinzeiro, em Campinas, têm projetos voltados ao resgate das raízes do samba paulista e realizam um trabalho educativo e cultural com relação ao ritmo. Suas atividades apresentam a história dos batuques, seus compositores e músicas para o enriquecimento das rodas atuais, como uma forma de resgatar e registrar o passado, até então pouco conhecido, e moldar um futuro com o samba tradicional. “As raízes do samba paulista podem, nesses espaços, serem conhecidas e partilhadas pelas novas gerações proporcionando, assim, o aparecimento de sambistas jovens de qualidade porque criam músicas contemporâneas, que se embasam nas tradições passadas conhecidas e absorvidas nestes espaços”, diz a antropóloga Olga Von Simson. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Grande parte dos movimentos que existem hoje foram idealizados por mulheres. “Muitos se originaram de iniciativas femininas em busca de melhores condições de vida para os bairros de regiões periféricas das grandes cidades”, explica Olga. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Na Folha de S. Paulo de ontem, dia 10, foi publicada uma matéria interessantíssima sobre o reencontro de sambistas do mutirão, movimento iniciado em 1997 para "resgatar o samba" que estava ofuscado pelo crescimento do pagode e que originiou a maioria das comunidades atuais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Movimento surgiu no fim dos anos 90, com foco no samba de raiz, na formação de novos talentos e novas composições&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Encontro Mutirão do Samba impulsiona novos sambistas, como Douglas Germano, Adriana Moreira e Marquinho Dikuã &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;THIAGO MENDONÇA- COLABORAÇÃO PARA A FOLHA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A tarde chuvosa de anteontem não impediu a descontração do encontro, que começou com atraso devido aos alagamentos. Na mesa do bar estavam representantes de algumas das comunidades de samba de São Paulo, movimento que tomou conta das periferias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Presentes Selito SD, do Projeto Nosso Samba de Osasco, T.Kaçula, da Rua do Samba Paulista, Babalu, do Samba da Laje, Marquinhos Dikuã, do Samba de Todos os Tempos, Marquinhos Jaca, da Vai-Vai, e Caio Prado, ex-Projeto Nosso Samba. Adriana Moreira, uma das belas vozes desta geração de sambistas, avisa que ela e Douglas Germano não conseguirão vir por conta da chuva. Entre sambas e risadas, eles contam a história do novo samba paulista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nos anos 90, surgiram os primeiros sinais de saturação do pagode comercial. Ao mesmo tempo, as escolas de samba vinham deixando de agregar compositores para se tornarem um triste pastiche dos desfiles cariocas. Não havia mais espaços para os compositores. Alguns anunciaram a morte do samba, mas ele sobreviveu tímida e desorganizadamente nos quintais e botecos da periferia paulistana.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;.&lt;br /&gt;Em 1997, surgiu o Mutirão do Samba, um encontro de sambistas, visando o culto ao samba de raiz, a formação de novos talentos e a exibição de novos sambas. Douglas, um dos fundadores, via ali um estímulo à criação. "O Mutirão nasceu com a vontade de registrar nossa própria história. Neste grupo de 32 pessoas havia compositores, percussionistas de escola de samba e de botequim, instrumentistas, cantores."&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Surgia algo novo em São Paulo. "Uma roda com composições próprias, que era ao mesmo tempo um encontro e um espaço de formação", lembra Adriana. O mutirão durou três anos e dali saiu toda uma nova geração de compositores e músicos, alguns com trabalhos autorais, como Adriana, Douglas e Kiko Dinucci.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;A experiência do Mutirão serviu como inspiração para a formação de uma série de novas experiências. Projeto Nosso Samba, Samba da Vela, Samba Autêntico, Samba da Laje, Samba de Todos os Tempos, entre dezenas de comunidades. "Surgiu uma série desses núcleos, a partir do samba tradicional", conta Selito. "Ninguém aguentava mais aquela mesmice dos anos 90", diz Kaçula. "A vulgarização das letras a repetição das fórmulas de sucesso."As comunidades são um culto às batucadas, uma retomada do samba a partir da tradição, que gerou uma nova sonoridade paulistana.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;O movimento desencadeou também a busca de um samba com sotaque próprio, livre do samba do Rio. Caio Prado identifica a ideia de morte do samba com o culto excessivo ao passado do samba carioca. "Queríamos um samba com ideias nossas, literatura nossa, que falasse do nosso cotidiano."&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;O novo samba paulistano procura ser a crônica de seu tempo e espaço. Como observa Marquinhos Jaca, "tem gente que usa roupa de bamba da antiga, agindo como se vivesse em 1954. Nosso samba tem que retratar nossa realidade".&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Marquinho Dikuã acredita que as comunidades possam abrir uma nova possibilidade para sua geração de sambistas. Está em curso um boom de independente de discos de samba. "Hoje há em São Paulo 30, 40 comunidades de samba que reúnem por ano 300 a 400 mil pessoas. Temos público." Caio coloca um porém: "A gente conseguiu se reunir para produzir, mas essa produção não consegue ser escoada. A pergunta é como quebrar a barreira e cair nas graças do povo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-5775834576984374511?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/5775834576984374511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/12/periferia-renova-samba-de-sao-paulo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/5775834576984374511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/5775834576984374511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/12/periferia-renova-samba-de-sao-paulo.html' title='Periferia renova samba de São Paulo'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-2186571562927332387</id><published>2009-12-08T08:48:00.002-02:00</published><updated>2009-12-08T08:54:31.574-02:00</updated><title type='text'>Simpósio Paulista do Samba e Cidadania</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;A Universidade da Cidade de São Paulo (UNICID), será palco de um dia de apresentações/discussões sobre o samba como patrimônio histórico da cultura brasileira (se é que alguém duvida disso) e também da utilização das quadras de escola de samba como estratégia cultural e a inclusão destas no roteiro turístico de visita para a Copa do Mundo de 2014. Para nossa surpresa, as mulheres no samba serão tema de uma das apresentações!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Entre os palestrantes, a Profª Olga Simson e Nelsinho Crecibeni (Origem do Samba Paulista), Osvaldinho da Cuíca e Carlos Costa (Samba tradição e Modernidade), Moisés da Rocha e Evaristo de Carvalho (O Samba na Mídia), Maria Aparecida Urbano e Maria Helena Britto (Mulheres do Samba), Sebastião Araujo e João Carlos de Oliveira (O Samba como fonte de trabalho e renda), Profº Juarez da Unicid e Profª Anair Novaes do Cone (A Escola de Samba, o Samba na Escola - Lei 10.639), Luiz Sales da SPTuris e Kelly Oliveira do SESC Ipiranga (O Samba no calendário turístico de São Paulo), Dr. Luiz Antonio Marrey da Secretaria de Estado da Justiça e Defesa da Cidadania e Sra. Quenis Gonzaga da Secretaria Geral do Governo Federal (Samba e Cidadania).&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Data:12 de dezembro, das 9 às 16 horas &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Endereço: Rua Cesário Galeno, 448/475, Tatuapé -,&lt;br /&gt;Inscrições no local&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Parte da Manhã&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mesa 1 - Origem do Samba Paulista&lt;br /&gt;Mesa 2 - Samba tradição e Modernidade&lt;br /&gt;Mesa 3 - O Samba na Mídia&lt;br /&gt;Mesa 4 - Mulheres no Samba&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Parte da Tarde&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mesa 5 - O Samba como fonte de trabalho e Renda&lt;br /&gt;Mesa 6 - Escola Samba, o Samba na Escola ( Lei 10.639)&lt;br /&gt;Mesa 7 - O Samba no Calendário Turístico de SP&lt;br /&gt;Mesa 8 - Samba e Cidadania&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Apoteose&lt;br /&gt;Escola de Samba Acadêmicos do Tatuapé&lt;br /&gt;Horário : 16:30&lt;br /&gt;R. Melo Peixoto, 1513 - Tatuapé - São Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As inscrições podem ser encaminhadas para o e-mail : &lt;/span&gt;&lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="mailto:falanegao@itelefonica.com.br" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;falanegao@itelefonica.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-2186571562927332387?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/2186571562927332387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/12/simposio-paulista-do-samba-e-cidadania.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/2186571562927332387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/2186571562927332387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/12/simposio-paulista-do-samba-e-cidadania.html' title='Simpósio Paulista do Samba e Cidadania'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-8232684623261761744</id><published>2009-11-24T09:50:00.003-02:00</published><updated>2009-11-24T09:56:53.905-02:00</updated><title type='text'>o livro!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/SwvJwyIrwAI/AAAAAAAAAEs/-mYKqaeleoM/s1600/capa_1a.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407637617517510658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 275px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/SwvJwyIrwAI/AAAAAAAAAEs/-mYKqaeleoM/s400/capa_1a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Amigos e amigas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse ano foi corrido, cansativo, estressante. Abrimos mão de viagens, baladas e comemorações para nos dedicarmos ao nosso tcc e agora que ele está pronto, queremos compartilhar com vocês!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O título do livro é &lt;strong&gt;"Elas e o samba - a presença feminina nos batuques de São Paulo",&lt;/strong&gt; e no próximo sábado, dia 28, às 15h, o grupo Samba de União fará um "sambinha" para mostrarmos o resultado desse 1 ano de trabalho e comemorar com os amigos mais queridos e que nos apoiaram neste período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entrada será 10 reais e o $$ será revertido para bancar nosso projeto. O endereço é Bar Célia - Rua: Vitorino de Moraes, 517 - Chác. Santo Antônio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contamos com vocês.&lt;br /&gt;Joyce Juliana Luiza Renata&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-8232684623261761744?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/8232684623261761744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/11/o-livro.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/8232684623261761744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/8232684623261761744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/11/o-livro.html' title='o livro!'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/SwvJwyIrwAI/AAAAAAAAAEs/-mYKqaeleoM/s72-c/capa_1a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-5342944250604238599</id><published>2009-11-06T14:10:00.003-02:00</published><updated>2009-11-06T17:38:49.570-02:00</updated><title type='text'>maria esther - a maria do samba</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Como já contamos por aqui, criamos esse blog para falar sobre o samba de São Paulo por conta do nosso Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Enquanto desenvolvíamos o projeto, percebemos que se sobre o samba &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;paulista&lt;/span&gt; há poucos registros, menos ainda sobre a presença das mulheres nas rodas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Assumimos o desafio de buscar personagens que vivem para, do e pelo samba. Conhecemos jovens, senhoras, crianças, cada uma com um motivo diferente para justificar a sua paixão e envolvimento. Já estamos na reta final do livro-reportagem, mas há algumas semanas nos deparamos com um personagem que participação no livro é essencial, como foi na história do samba.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Maria Esther Camargo Lara, Maria do Samba, Dona Esther. Fomos até Pirapora do Bom Jesus, uma das cidades que samba paulista começou se desenvolver, para conhecer a simpática, doce e geniosa mulher.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; DISPLAY: block; HEIGHT: 133px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401024788090014146" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/SvRLbc0vScI/AAAAAAAAAEE/xj2Z8c7etqA/s200/me.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Chegamos na cidade por volta das 10h e fomos procurar a casa de Esther. Ela não nos deu o endereço, disse que era só perguntar na rua que todos sabiam onde morava a Maria do Samba. Depois de abordar alguns moradores, encontramos a casa vinho, com moldura em azul e janelas fechadas. Na porta, um oratório, com enfeites de natal, miniaturas de violões e máscaras de carnaval penduradas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois de algumas palmas, ela nos atende. Rosto carregado de maquiagem, sobrancelhas perfeitamente traçadas por um delineador, brincos, anéis e roupas elegantes, mas gastas pelo tempo. Explica que prefere um lugar mais calmo para a entrevista e sugere a casa de uma amiga. Segundos depois muda de ideia e sugere um pesqueiro e restaurante para o bate-papo. “É longe, mas é pertinho, em uma hora estamos lá”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Durante o caminho, Esther vai mostrando os pontos turísticos e contando um pouco sobre a história da cidade.Ela nos apresenta o lugar com tamanha intimidade que parece ser a anfitriã. Depois de prometer ao dono que volta para o almoço, seguimos para a beira do rio e começamos o bate-papo. Sentada no chão, ela parece à vontade, mas não larga a sua bolsa e uma sacola com alguns textos sobre a história do samba, que ela mesma escreveu. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Longe dos vizinhos, ‘todos fofoqueiros’, a sambista fala baixo. A história do samba paulista se mistura completamente com a dela e seguir uma ordem cronológica fica praticamente impossível. É difícil precisar as datas reveladas por ela, pois todos os momentos memoráveis aconteceram aos 15 ou 16 anos e pouquíssimo dessa história foi documentado por estudiosos e pesquisadores. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esther conta da dificuldade que tinha com o pai, um “caipirão”. A rainha apanhava de vara de marmelo quando surpreendida nos barracões, faltando à escola para acompanhar as batucadas. Em uma de várias surras, um dos músicos do barracão intercedeu pela garota. “Não bate na menina, deixe ela ficar aqui”, pediu ao pai de Esther, que tinha apenas 12 anos e diversas marcas das surras que levara com a vara. Mesmo havendo preconceito com a presença de brancos no local, os negros ficaram com dó de Maria Esther e a deixavam entrar no samba. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na mesma época, ela conheceu Honorato Missé, fazendeiro branco e de muita influência local. Frequentador da festa e também das batucadas, Honorato Missé resolveu desenvolver um novo batuque, que Esther chama de samba de branco, conhecido posteriormente como samba de bumbo. Vendo a participação ativa da menina nas rodas, Missé a convidou para participar desse desenvolvimento e não demorou para que ela logo estivesse nas danças com o bumbo ou com chocalhos e colheres. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No inicio, Esther não sabia os passos e imitava as coreografias feitas nos barracões. “Eu não sabia dançar, só mexia a bunda, como tinha aprendido com as negras”. Da convivência com essas mulheres, a sambista também herdou a fé na Umbanda. Apesar da família tradicionalmente católica, as influências a levaram a ser mãe de santo. Foi numa das festas que ela conheceu Madrinha Eunice, fundadora da primeira escola de samba da cidade de São Paulo, a Lavapés. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em 1994, Esther fundou o grupo Samba de roda, uma das atrações principais da festa de Bom Jesus do Pirapora, no mês de agosto. Nas apresentações, as mulheres dançam e mexem suas saias, algumas até se arriscam nos instrumentos, mas a predominância é masculina. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A simplicidade se revela também no modo de comer. Ela só usa colher e come com muita calma, em meio às brincadeiras com a cozinheira do lugar. Quando a moça se distrai, Esther abre a sacola plástica e despeja toda a comida que estava em seu prato. “É para o jantar. Ou para o meu vizinho. Coitado, ele passa muita necessidade”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Voltando para a cidade, Esther apresenta o Espaço Cultural Samba Paulista Vivo Honorato Missé, casa simples que, além de abrigar fotos dos romeiros que visitavam a cidade e as primeiras festas nos barracões, tem na entrada um busto de uma das principais representantes do samba em Pirapora: Maria Esther Camargo Lara. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A casa está cheia, e assim que ela chega, o samba vira segundo plano. As atenções se voltam para ela. Muito simpática, tira fotos, abraça alguns participantes e dança. Uma presença típica de rainha. Quem a vê rodando a saia percebe que a menina que fugia aos barracões ainda comanda o rebolado da senhora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;* agradecimento especial para Renan Rodrigues! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-5342944250604238599?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/5342944250604238599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/11/maria-esther-maria-do-samba.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/5342944250604238599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/5342944250604238599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/11/maria-esther-maria-do-samba.html' title='maria esther - a maria do samba'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/SvRLbc0vScI/AAAAAAAAAEE/xj2Z8c7etqA/s72-c/me.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-840529638571141505</id><published>2009-10-22T16:59:00.003-02:00</published><updated>2009-10-22T17:36:33.791-02:00</updated><title type='text'>Ideval Anselmo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Paulistano, nascido em 18 de setembro de 1940, em Catanduva, interior do Estado, Ideval Anselmo iniciou sua trajetória no mundo do samba em 1969, ano em que desfilou com o Camisa Verde e Branco o enredo ‘Biografia do Samba – O samba através dos tempos’. Em 1972, o sambista teve a oportunidade de compor seu primeiro samba enredo também no Camisa Verde e Branco e emplacou a letra ‘Literatura de Cordel’. Desde então, suas composições ganharam participações nos desfiles do grupo especial e desfilaram pelas passarelas da cidade paulistana como a Av. São João e Av. Tiradentes.&lt;br /&gt;Ao lado de parceiros, como Zelão, Miro, Jordão, Carlinhos, Soró e outros, criou alguns dos clássicos que marcaram história do carnaval e do samba de São Paulo, como “Narainã”, “A Lua” e “Cabaré”. Consagrado, em novembro de 2005, o maior campeão de sambas de enredo de são Paulo, foi convidado a integrar a Embaixada do Samba Paulistano e participou da gravação da coleção Memória do Samba Paulista. No mesmo projeto gravou o disco, ainda inédito, “Ideval Anselmo e Zelão”.&lt;br /&gt;Para comemorar 40 anos de samba, o Sesc Ipiranga traz nessa sexta-feira, dia 23, às 21h, Ideval Anselmo e os convidados Fabiana Cozza, Thobias do Vai Vai e Zelão. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; DISPLAY: block; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395510230657758226" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/SuCz99hXdBI/AAAAAAAAAD8/fcGaLMOl2cU/s200/Ideval.jpg" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-840529638571141505?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/840529638571141505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/10/ideval-anselmo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/840529638571141505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/840529638571141505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/10/ideval-anselmo.html' title='Ideval Anselmo'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/SuCz99hXdBI/AAAAAAAAAD8/fcGaLMOl2cU/s72-c/Ideval.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-4609602971947172861</id><published>2009-10-17T16:13:00.003-03:00</published><updated>2009-10-17T16:32:57.784-03:00</updated><title type='text'>Zeca Pagodinho - Uma Prova de Amor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Matéria publicada na quinta-feira, dia 15 de outubro, no Caderno 2, do jornal O Estado de S. Paulo. A reportagem faz uma análise geral sobre a produção do novo DVD ao vivo de Zeca Padoginho, sua nova forma de boêmia e sua vida pessoal, &lt;em&gt;Uma Prova de Amor&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;O DVD custa em média R$ 35,00. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/StobMzJVwRI/AAAAAAAAADs/Hp0P9c8ydO0/s1600-h/zecapagodinho_blog.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393653410431353106" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/StobMzJVwRI/AAAAAAAAADs/Hp0P9c8ydO0/s200/zecapagodinho_blog.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Zeca, ‘boêmio matinê’ em registro &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Roberta Pennafort&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma Prova de Amor, o novo DVD ao vivo de Zeca Pagodinho, começa com uma reflexão sobre suas “duas personalidades”: o Zeca da família, cada dia mais quieto, e o da rua, do bar, que ainda faz das suas, ele explicou na entrevista de lançamento.&lt;br /&gt;Ele canta seis das faixas do CD homônimo, que saiu há um ano, Uma Prova de Amor, Normas da Casa, Esta Melodia, Eta Povo pra Lutar, Ogum e Então Leva, além dos clássicos Deixa a Vida Me Levar, Seu Balance, Não Sou Mais Disso, Faixa Amarela, Vai Vadiar, Vivo Isolado do Mundo, Coração em Desalinho e Verdade.&lt;br /&gt;Dirigido por Rildo Hora e Paulão 7 Cordas, o show foi gravado em julho, no Citibank Hall, no Rio. Zeca está à vontade, cercado dos músicos com quem convive há anos. E sem marcações, ao contrário dos últimos dois DVDs com o selo MTV (Acústico, 2003, e Gafieira, 2006), como este também tem. “Ele não quer saber de repetir música porque o vídeo vai ficar melhor”, conta, nos extras, Joana Mazzuzzhelli, a diretora dos três.&lt;br /&gt;Ele chamou os amigos Almir Guineto e Jorge Ben Jor, além da Velha Guarda da Portela, que o acompanhou em várias faixas. Com Guineto, canta Lama nas Ruas, composta pelos dois 20 anos atrás. Com Ben Jor compartilha um momento lindo: ele se emociona e chora ao registrar a Oração de São Jorge, ao fim de Ogum (Claudemir / Marquinhos PQD), e Zeca lhe dá um abraço afetuoso.&lt;br /&gt;Para animar a festa, de improviso, os dois cantam Taj Mahal. “Não tava combinado! O show tem que ser assim!”, brinca Zeca, que reclama das exigências do formato do DVD. “Querem fazer de mim o que não sou! Não sou cantor, eu gosto de samba. Eu desafino, fico rouco...”&lt;br /&gt;A silhueta aparece mais delgada no show. São dez quilos a menos, resultado de dieta para reduzir o açúcar no sangue que o levou a cortar pães, doces, refrigerantes, menos a cerveja.&lt;br /&gt;Casado há 22 anos, pai de quatro filhos, o pagodeiro fez 50 anos em fevereiro, e segue comemorando. “Tô muito feliz. Fiz muita noitada, mas agora sou boêmio de dia, boêmio matinê. O problema é que quando eu vou pra rua é um Deus nos acuda...” &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-4609602971947172861?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/4609602971947172861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/10/zeca-pagodinho-uma-prova-de-amor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/4609602971947172861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/4609602971947172861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/10/zeca-pagodinho-uma-prova-de-amor.html' title='Zeca Pagodinho - Uma Prova de Amor'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/StobMzJVwRI/AAAAAAAAADs/Hp0P9c8ydO0/s72-c/zecapagodinho_blog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-5371837601839023754</id><published>2009-10-04T22:53:00.001-03:00</published><updated>2009-10-04T22:55:18.240-03:00</updated><title type='text'>Ícone do Samba - Geraldo Filme</title><content type='html'>Amanhã, dia 05 de outubro, a PUC-SP e a escola de samba Unidos do Peruche realizam mais um evento do projeto Ícone do Samba, que segundo notícia divulgada no site da faculdade, visa à valorização dos artistas deste gênero musical e o resgate da memória do samba nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira edição, realizada em 2008, homenageou os 100 anos de Cartola, e dessa vez o homenageado é o sambista paulistano Geraldo Filme, figura marcante na história do samba paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geraldo Filme nasceu em 1927, no bairro de Campos Elíseos, em São Paulo, e aos 10 anos de idade, compôs seu primeiro samba: “Eu vou mostrar, eu vou mostrar, que o povo paulista também sabe sambar...”. Foi a maneira que o compositor e instrumentista arrumou de chamar a atenção do pai, Sebastião, para a importância do samba paulista, já que este era um amante assíduo do carnaval carioca. Para quem quiser conhecer um pouco mais sobre esse lendário do samba, vale a pena, assistir o documentário “Geraldo Filme”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Programação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 5/10, no campus Santana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geraldo Filme: A repercussão de sua obra no samba paulista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Abertura (19h30):&lt;br /&gt;Prof. Wagner Abrão Martins (diretor do campus Santana), representantes da Pró-Reitoria de Cultura e Relações Comunitárias e representante da Peruche&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Palestras (20h):&lt;br /&gt;Sr. Carlão da Peruche (As contribuições de Gerlaldo Filme para a Peruche)&lt;br /&gt;Osvaldinho da Cuíca (O samba de Pirapora e o samba de Tietê)&lt;br /&gt;Thobias (A "passagem" de Geraldo pela Vai-Vai)&lt;br /&gt;Prof. Ricardo Zanotta (Universidade e samba)&lt;br /&gt;Moisés da Rocha (síntese)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Apresentação musical e encerramento (21h45)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doc. Geraldo Filme (Trecho) &lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/aWgSJ3aNzSM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/aWgSJ3aNzSM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-5371837601839023754?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/5371837601839023754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/10/icone-do-samba-geraldo-filme.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/5371837601839023754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/5371837601839023754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/10/icone-do-samba-geraldo-filme.html' title='Ícone do Samba - Geraldo Filme'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-6182197503105221213</id><published>2009-09-27T12:22:00.002-03:00</published><updated>2009-09-27T12:59:05.381-03:00</updated><title type='text'>aprendendo samba paulista</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;samba samba samba... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;à primeira vista parece apenas um monte de instrumentos misturados e tocados aleatoriamente. à segunda, terceira, e depois é um universo que nos revela grande valor histórico e tradição.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;o projeto inicial do nosso livro-reportagem era contar a história do samba paulista, pela falta de material documento no mercado. aí, pesquisamos, pesquisamos e pesquisamos, e vimos que se quase nada tinha do samba de sp, menos ainda tinha das mulheres. mudamos o tema, mas o interesse pela historia do nosso samba já tinha sido despertado...&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Ficamos intrigadas com a frase "São Paulo é o túmulo do samba", proferida pelo poeta Vinícius de Morais. Depois, indignadas, porque &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;aqui se faz samba sim&lt;/span&gt;. E dos bons.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;marcha sambada, samba rural, pirapora, jongo, umbigada, candomblé, mistura de povos. palavras-chave da batucada paulistana. No especial de carnaval do UOL, Marcelo Tás entrevistou um dos grandes ícones do ritmo na capital: Osvaldinho da Cuíca.  &lt;a href="http://mais.uol.com.br/view/xay88getgcua/tas-no-carnaval-2-sao-paulo-e-o-tumulo-do-samba-04023664CC817326?types=A&amp;amp;"&gt;Uma aula de samba.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Vale a pena assistir, ouvir como era a marcha, qual a diferença do batuque carioca e o de sp, e a incrível "parceria" de Osvaldinho com a banda Sambô, tocando Led Zepellin em ritmo de samba.&lt;br /&gt;E concordar com o mestre batuqueiro "São Paulo não é o túmulo, e sim o cúmulo do samba".&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;viva o samba paulista!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-6182197503105221213?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/6182197503105221213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/09/aprendendo-samba-paulista.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/6182197503105221213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/6182197503105221213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/09/aprendendo-samba-paulista.html' title='aprendendo samba paulista'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-3877287533043834321</id><published>2009-09-24T17:11:00.011-03:00</published><updated>2009-09-27T11:25:10.054-03:00</updated><title type='text'>Caráter Integrador</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 200px; display: block; height: 200px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385132769480021314" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/SrvVuOEsFUI/AAAAAAAAADk/3RQDZkNYcdA/s200/SambaUniao.jpg" border="0" /&gt;Na busca por entender um pouco sobre a história, as origens e o desenvolvimento do samba paulista, lemos artigos e mais artigos e também bons livros, que encontramos no mercado editorial, já que esse se apresenta bastante escasso quando o assunto é samba na cidade de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos artigos que lemos chama-se “O Samba Paulista e Suas Histórias”, desenvolvido pela pesquisadora do Centro de Memória / Unicamp, Olga R. de Moraes von Simson. No texto Olga discorre toda a trajetória do samba paulista com letras de música exemplificando os principais marcos. Porém, o que nos chamou bastante a atenção, já que isso também será trabalhado em um dos capítulos do livro, é a importância dos trabalhos realizados pelas comunidades do samba na terra da garoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eles realizam um trabalho importante de formação de público, tornando jovens, adultos e idosos que participam de rodas de samba, pessoas conscientes, atuantes e crtíticas em relação à produção sambística atual. São pessoas, que embora passando a valorizar a ancestralidade e a tradição, apreciam também os novos sambas que, com raízes fincadas no passado, falam de temas da contemporaneidade. (...) Assim, ligando o passado ao presente, eles nos mostram a força das nossas origens, a beleza da nossa memória comum e as possibilidades de sambar com alma, com prazer, mas também com consciência.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos notado claramente esse trabalho por parte das comunidades e a preocupação que elas têm em manter a tradição ou pelo menos a história do samba paulista, muitas vezes admirável. Ontem, uma frase fez bastante sentido em relação ao que notamos aqui e o pouco que pudemos observar no Rio de Janeiro. “Aqui (em São Paulo) o samba tem evoluido bastante com o trabalho das comunidades, já no Rio eu acho que a coisa é mais bairrista, não tem esse espaço”, comentou Bruno Esteves, mais conhecido como Minduim e um dos integrantes do grupo &lt;strong&gt;Samba de União&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelas nossas andanças em alguns sambas e também comunidades notamos que tem sim muita gente boa chegando no samba paulista, de diferentes formas, alguns com a pegada mais carioca. Essa influência é inevitável e positiva quando bem aproveitada, mas a grande maioria demonstra consciência em relação ao papel do samba na sociedade, que como Olga mesmo denomina - &lt;strong&gt;caráter integrador&lt;/strong&gt;. Uma filosofia de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio símbolo utilizado pelo grupo Samba de União comprova essa integração, a união entre as partes. Podemos até viajar um pouco mais e pensar que essa integração vai além das festividades e dos batuques atuais. Ela começou com a migração dos negros para a capital paulista, que enfrentaram resistência da elite que não aceitava influências culturais de migrantes, muitas vezes negros e com condições sociais financeiras mais delicadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O samba acontecia então em curtiços e terreiros, já que as rodas eram proibidas e mal vistas pela maioria da sociedade por representarem a figura do malandro, do homem que não fazia nada, apenas farreava na noite. Apesar da predominância de descendentes de negros, o samba já acolhia brancos e caboclos - como Germano Mathias, por exemplo, em redutos como Bexiga, a Barra Funda, o Brás e o Largo da Bananeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-3877287533043834321?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/3877287533043834321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/09/carater-integrador.html#comment-form' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/3877287533043834321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/3877287533043834321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/09/carater-integrador.html' title='Caráter Integrador'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/SrvVuOEsFUI/AAAAAAAAADk/3RQDZkNYcdA/s72-c/SambaUniao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-6375503934632802556</id><published>2009-09-22T14:46:00.004-03:00</published><updated>2009-09-22T15:07:51.095-03:00</updated><title type='text'>Kolombolo - Renato Dias</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na semana passada, encontramos o sambista Renato Dias, na Vila Madalena. O intuito do encontro era explorar e conhecer um pouco mais a história do samba paulista e o trabalho que ele desenvolve com Max Frauendorf e Ligia Fernandes desde 2002, o Kolombolo - entidade sem fins lucrativos que se propõe a divulgar a batucada paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato, como o próprio texto disponível no seu site diz, traz na sua trajetória a forte influência do samba inspirado nas batucadas das giras de Candomblé, sua religião presente nas guias usadas no pescoço e nas descrições da presença no samba paulista com a chegada dos escravos no interior e na capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecedor da história do samba paulista, Renato se mostra, além de observador e ávido por novos projetos – o que o objetivou a fundar com os seus parceiros o Kolombolo – a sua vontade por mostrar ao público o samba desenvolvido aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nos estimulou a procurar o sambista foi a nossa surpresa após comparecer no encontro realizado pelo Kolombolo, no último final de semana do mês de agosto, na Praça do Samba. Quantas mulheres dentro de uma única roda! Durante esse nosso projeto pudemos comparecer em algumas rodas e infelizmente a presença feminina ainda se mostra pequena e sem voz perante a maioria masculina. Porém, no Kolombolo notamos que a mulherada está sim presente e o melhor: de todas as formas, compondo, tocando, cantando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entrevista com o Renato durou cerca de 1h30, dentre inúmeras perguntas, risadas, compartilhamento de ideias, o questionamos sobre o preconceito contra as mulheres nas rodas e contamos sobre a nossa admiração ao ver que lá esse quadro já era bem diferente. Renato nos disse que já houve muito machismo no samba, que hoje sente isso muito mais leve, mas que nota ainda um preconceito contra as mulheres que tocam, “alguns ainda teimam em achar que elas não vão aguentar o tranco, que vão querer parar no meio da roda, mas aqui no Kolombolo é diferente, tem mulheres que tocam muito melhor que os homens e não priorizamos o sexo e sim a capacidade ou mesmo a vontade da pessoa em aprender e desenvolver um trabalho bacana”, afirma o sambista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os que quiserem acompanhar um dos encontros realizados pelo Kolombolo, no dia 27 de setembro, próximo domingo, a partir das 15h, na Praça do Samba – Rua: Belmiro Braga, s/n, Pinheiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue também uma matéria publicada no jornal O Estado de S. Paulo, no dia 9 de setembro, sobre o trabalho “Projeto Memória do Samba Paulista”, desenvolvido pelo Kolombolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As diversas batucadas feitas na terra da garoa&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Projeto Memória do Samba Paulista lança primeira leva de 12 CDs que registram as obras de Toniquinho Batuqueiro, das velhas guardas e de outros compositores&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francisco Quinteiro Pires&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 1940, quando Carlos Alberto Caetano e outros moradores da zona norte queriam sambar, tinham de atravessar o Centro para participar dos desfiles de escolas como Lavapés e Campos Elísios. Insatisfeito com a diretoria da Lavapés, Carlos fundou a Unidos do Peruche, em 1955. Nas décadas seguintes, ele se tornaria o Carlão do Peruche, um dos sambistas mais importantes de São Paulo.&lt;br /&gt;Ouça trecho de TristezaDe outra insatisfação nasceu, em 2002, o Kolombolo, entidade sem fins lucrativos que se propõe a divulgar a batucada paulista. Em parceria com a ONG Sambatá, que explora a ascendência africana na cultura nacional, Kolombolo criou o Memória do Samba Paulista, série de 12 CDs, distribuídos pela Tratore, com as composições de sambistas paulistas e das velhas guardas. A direção artística é de Guga Stroeter. A produção, de Renato Dias e T. Kaçula. Segundo Renato, compositor e um dos fundadores da Kolombolo, as características do samba paulista são percebidas na interpretação e na linha melódica das obras gravadas. A instrumentação dos CDs adota o padrão carioca, difundido pelo Brasil. A formação mais comum é de violões 6 e 7 cordas, cavaco, tantã, cuíca, pandeiro e surdo, apesar do emprego, aqui e ali, da viola, do trompete, do pífano ou do violoncelo. "O samba de São Paulo é mais carregado, triste, e menos festivo", diz Renato. "É duro, com o pé arrastado no chão, herança indígena, do jeito de dançar dos tupis." E relembra o amálgama entre as matrizes africana, europeia e indígena que resultou na batucada da terra da garoa. Para ele, o projeto abala "a dificuldade de São Paulo assumir a sua cultura, em vez de ser apenas um consumidor das produções culturais de outros Estados". "Queremos fazer divulgação, não estamos a fim de discutir qual samba no Brasil é o melhor", ele alerta.Já foram lançados quatro dos 12 discos. Um deles é o da Velha Guarda do Peruche, com 13 sambas e uma faixa que traz declarações de Carlão do Peruche e Décio Ferreira. Os intérpretes, entre eles Carlão e Denise Camargo, se revezam em composições antigas e criadas para o projeto, como Repicar dos Tamborins (Carlão), Filial de Samba (Geraldo Filme/Narciso Lobo) e Caqui, Celeiro de Bambas (T. Kaçula/Renato Dias).Toniquinho Batuqueiro é o primeiro disco-solo, com 14 faixas, deste compositor nascido em Piracicaba, em 1929. Ele havia gravado algumas obras, junto com Geraldo Filme e Zeca da Casa Verde, em Plínio Marcos em Prosa e Samba - Nas Quebradas do Mundaréu (1974), disco fora de catálogo. A presença da viola no CD de Toniquinho realça as origens rurais da batucada paulista. "E na voz ele carrega a tradição dos cururuzeiros e tambozeiros, foi com eles que aprendeu a gingar e a versar", diz Renato. Toniquinho, cego há 10 anos, gravou composições novas, como Kolombolo, parceria com Renato e T. Kaçula, e Bolo de Fubá, da mesma dupla, além de antigas, como Ditado Antigo, Tristeza, Saco Vazio (com Zeca), e sambas-enredo para as escolas Rosas de Ouro, Peruche e Unidos da Vila Maria.Toniquinho é um dos integrantes da Embaixada do Samba Paulistano, fundada em 1995 para preservar o carnaval da cidade. A Embaixada assumiu a indicação dos cidadão e cidadã do samba de São Paulo. É formada por mais de 20 integrantes das velhas guardas. O repertório do CD da Embaixada, entre outros, registra Biografia do Samba (Talismã/Tabu), Meu Sabiá (Mestre Feijoada) e Lá Vem Ela (Fernando Penteado).Completa a primeira leva o grupo Tias Baianas Paulistas, idealizado por Valter Cardoso, em 1994, com integrantes da Nenê de Vila Matilde, Camisa Verde e Branco e Vai-Vai, para valorizar o papel das baianas nas agremiações. No CD, comparecem Grupo da Barra Funda (Dionísio Barbosa/Luiz Barbosa), O Nosso Coração É Claridade (Tabajara Rosa), entre outros.Em 2010 serão lançados os oito CDs restantes: Velha Guarda da Nenê de Vila Matilde; Ideval Anselmo e Zelão; Velha Guarda da Rosas de Ouro; Tio Mário; Velha Guarda do Vai-Vai; Denise Camargo; João Borba e Velha Guarda da Unidos de Vila Maria. Segundo Renato, "o resumo do projeto é uma frase de Plínio Marcos: "Um povo que não ama e não preserva suas formas de expressão mais autênticas jamais será um povo livre". &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-6375503934632802556?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/6375503934632802556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/09/kolombolo-renato-dias.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/6375503934632802556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/6375503934632802556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/09/kolombolo-renato-dias.html' title='Kolombolo - Renato Dias'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-634475882895581257</id><published>2009-09-09T10:30:00.006-03:00</published><updated>2009-09-09T10:41:08.602-03:00</updated><title type='text'>Samba mulherão</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;O segundo capítulo do nosso livro terá a temática do machismo, se o samba apresenta traços de uma cultura com valores mais “masculinos” ou não. Não pretendemos cravar nenhuma teoria, e sim questionar a existência de uma resistência ao trabalho feminino no samba e apresentar mulheres que se destacam nas rodas de samba – sejam musas, compositoras, intérpretes ou instrumentistas.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Para fomentar essa discussão, publicamos aqui matéria divulgada na Folha de S. Paulo de ontem, dia 8 de setembro, sobre a cantora &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Dhi Ribeiro&lt;/span&gt;. Além do preconceito dos autores com “cantoras de famílias endinheiradas” que “cantam aquele sambinha cool, bem comportado e masculino um tanto retrô que a mídia culta adora” (tema já discutido &lt;a href="http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/07/sao-filhos-e-sao-o-que-sao.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, e que em nossa opinião o “azar é só deles”), notamos certa oposição ao perfil de Dhi.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Assim como Alcione, a cantora assume o papel de mulherão e mostra que pode sim, falar de seus desejos e satisfações como qualquer bom sambista homem faz. A reportagem ainda faz comparação com as funkeiras, que falam sem pudor sobre as regras que os homens tem que seguir para conquistá-las. Se essa barreira já foi quebrada no “pancadão”, porque não poderia vir para o samba, uma cultura democrática? Existe algum impedimento de que as letras sejam mais ousadas? Ou será que só os homens podem listar as mulheres que já se relacionaram e o que mais os agradou em cada uma delas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;- a seguir, reportagem da Folha de S. Paulo do dia 8 de setembro, publicada na Ilustrada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379460848890148690" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/SqevI_U391I/AAAAAAAAADE/SRy5rBP5Qps/s320/dhi.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Samba mulherão&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Seguidora de Alcione, a estreante Dhi Ribeiro expõe voz feminina do samba e mostra afinidades com "cachorras" do funk&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Carioca criada em Salvador e radicada em Brasília, Dhi Ribeiroacaba de lançar "Manual da Mulher", seu álbum de estreia&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;MARCUS PRETO DA REPORTAGEM LOCAL &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A mulher em primeira pessoa. Não umazinha qualquer, mas a do tipo dominadora, que dita as regras que "seu homem" terá de seguir à risca se quiser continuar ali, desfrutando da felicidade de sua companhia. E que, em contrapartida, não tem o menor pudor em dividir com o mundo, letra por letra, todo o bem que ele faz por ela -principalmente na cama.Esses traços de personalidade não são muito diferentes dos que têm servido, nos últimos 20 anos, para descrever as devoradoras vozes femininas do funk carioca. Mas a moça aqui é outra. Um pouco mais recatada, fica no meio do caminho entre a "cachorra" funkeira e a fêmea de Chico Buarque.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nascida em Nilópolis (RJ), criada em Salvador e radicada em Brasília, Dhi Ribeiro, 43, é o mais novo exemplar dessa espécie tão rara fora do universo do pancadão. Ela acaba de lançar "Manual da Mulher", seu álbum de estreia. Faz samba e tem Alcione como matriz.Talvez venha daí a abismal diferença entre ela e suas colegas de geração -Roberta Sá, Mariana Aydar ou Céu, por exemplo. Cantoras nascidas em famílias endinheiradas, bebem invariavelmente em fontes masculinas - e "cultas"- do samba: Paulinho da Viola, Cartola, Nelson Cavaquinho etc."Tento cantar minha história de vida", diz Dhi. "O samba está se elitizando muito, virando música de universitário -como foi a bossa nova. Quando era menina eu ouvia Agepê e amava. Por que agora a gente só pode ouvir Noel Rosa?""Esse filé maravilhoso que é meu bofe/ Quando me toca, a minha alma quase voa/ Meu menestrel diz que me ama em cada estrofe/ Quer sempre bis, me quer feliz, com a pele boa." Alguém imaginaria alguma das discípulas de Marisa Monte cantando versos como estes?Eles foram escritos por um homem, Paulinho Resende, 59 -o mesmo que vem abastecendo Alcione com material parecido desde pelo menos "Menino Sem Juízo", de 1979, e que já criou para ela verdadeiros clássicos do "samba mulherão", como "A Loba" e "Meu Ébano".O compositor ressalta o teor político que pode haver embaixo deles. "É uma espécie de um escudo, de autodefesa feminina", diz. "Apesar de estarmos em 2010, a mulher ainda é muito agredida -física e psicologicamente. Quando canta essas coisas, está revidando a isso."Não por acaso, também é dele a letra de "Eu Não Domino essa Paixão", samba que abre "Acesa", o novo álbum de Alcione. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Entre o samba e o tango, termina com os quase submissos versos: "Ele me confessou: depois de um botequim, de um chope, um futebol, um samba, enfim.../ Que o seu maior prazer é voltar pra mim". Como assim? O mulherão está manso?"Não. É uma submissão consentida", rebate Alcione. "Tenho que cantar para mulheres como eu as coisas que elas dizem para seus homens -ou, pelo menos, as coisas que gostariam de dizer. Ninguém teria coragem de cantar essas coisas há 30 anos." Nem têm hoje, ao menos em terreno sambista.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quando foi entrevistada para essa reportagem, Alcione ainda não conhecia o trabalho de Dhi -sua primeira e, até agora, única discípula. Mas não se mostrou espantada com o fato de finalmente ter se tornado influência para a nova geração.Por que tanta demora para que isso acontecesse? "Essas meninas [as cantoras] são muito novas", disse. "Com o tempo vão se atrevendo a impor nossa vontade. Dizer que nós também temos querer, temos nossa maneira própria de amar. Sabe aquela frase que diz que é preciso endurecer, mas sem perder a ternura? É isso aí."&lt;br /&gt;.........................................................................&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Crítica&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Novata escapa do "padrão Marisa Monte"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;RODRIGO FAOUR ESPECIAL PARA A FOLHA &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Alcione fez escola. Ainda bem! Não deixa de ser um alívio, pois parece que quase todas as cantoras que aparecem na MPB de hoje são genéricas de Marisa Monte. Só cantam aquele sambinha cool, bem comportado e masculino um tanto retrô que a mídia culta adora, mas que não comunica bem, não convence. Dhi Ribeiro, assim como a Marrom, canta a alma sexy-suburbana da mulher do povo com direito a gírias gays, voz potente e sangue negro. Esse jogo de sedução, aliado à sua voz forte intuitiva, tem um pouco daquela "sujeira" que está faltando à MPB contemporânea e apesar de uma forçação de barra ou outra mais apelativa de algumas letras que canta, suas mensagens soam verdadeiras. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O problema é que esse personagem que Dhi encarna pode até convencer principalmente nas quatro primeiras faixas, mas vai se perdendo até chegar ao final do CD. Aí entram sambinhas que repisam aqueles velhos clichês do gênero. Seguem alguns exemplos deles: "Chora que chorar faz bem", "Marinheiro me diz o segredo: por que tu não tens medo do mar?". Outros: "De que me vale o poder se tens o dom de encantar", "Já não sei cantar, nem falar de amor/ Choro pra abafar a dor". E aí a gente fica sem saber em que time joga a Dhi. Não que ela tenha de encarnar apenas uma personagem, mas fato é que ela ainda não parece versátil o suficiente em transmitir mensagens tão díspares: ser a mulher poderosa e tigresa em algumas e a bem comportada sofredora resignada em outras ainda que, verdade seja dita, transformar um amontoado de clichês em emoção verdadeira também não é nem um pouco fácil. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Alcione até consegue, mas Alcione é hors concours. Talvez seja um problema de produção, arranjo, de tentar moldá-la no estilo dos discos da Marrom. Fato é que ainda lhe faltam nuances de interpretação. Às vezes a música pede suavidade, languidez, grito. E será mesmo que Dhi é uma sambista? Ou cantaria melhor outros gêneros também? Avaliando isso, ela terá mais chances de se tornar uma intérprete ainda mais interessante. Pelo menos, ela canta com o útero. Porque dessas cantoras novas que cantam sem uma gota de suor e são apáticas sexualmente ou do gênero "sapa-folk", desprovidas de glamour, ninguém agüenta mais.&lt;br /&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;MANUAL DA MULHER &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Artista: Dhi Ribeiro &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Gravadora: Universal &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quanto: R$ 30, em média &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Avaliação: regular &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;RODRIGO FAOUR é pesquisador musical e autor do livro "História Sexual da MPB" (ed. Record)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;* foto retirada do site samba-choro&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-634475882895581257?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/634475882895581257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/09/samba-mulherao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/634475882895581257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/634475882895581257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/09/samba-mulherao.html' title='Samba mulherão'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/SqevI_U391I/AAAAAAAAADE/SRy5rBP5Qps/s72-c/dhi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-7797412029886685033</id><published>2009-09-05T10:49:00.006-03:00</published><updated>2009-09-05T12:58:02.409-03:00</updated><title type='text'>Alcione - Acesa</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/SqKBuj-M_gI/AAAAAAAAAC8/1vrdU8b6k00/s1600-h/blog"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 230px; DISPLAY: block; HEIGHT: 211px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378003541963898370" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/SqKBuj-M_gI/AAAAAAAAAC8/1vrdU8b6k00/s320/blog" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essa semana, no dia 2 de setembro, o jornal O Estado de S.P. publicou uma matéria sobre o novo Cd de Alcione. Entre as novidades do novo projeto, o que nos chamou a atenção foi a fala da cantora sobre o samba: "O universo do samba é muito machista, eles acham que são os únicos que podem dizer o que querem." Essa mesma opinião tem sido por nós ouvida em diversas entrevistas, por vezes como crítica, mas também como observação e até mesmo aceitação dessa realidade. Esse será um dos tópicos que o nosso livro abordará: Cultura machista ou não? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Confiram a matéria de Roberta Pennafort: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acesa, a Alcione dos sambas e do amor carnal&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ela fala com a desenvoltura e a graça de sempre, mesmo quando o assunto é a ligação com José Sarney&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Eu sou mesmo acessa, não sou mulher que se ache em qualquer fila do Bradesco!" Quem diz é Alcione, a mulher da voz potente, aplique ruico nos cabelos e unhas longas e decoradas. A brincadeira é com o nome do novo CD, &lt;em&gt;Acesa &lt;/em&gt;(SonyBMG), título da faixa assinada por Telma Tavares e Roque Ferreira, que segue a linha mulher-madura-que-sabe-o-que-quer de canções como&lt;em&gt; A Loba.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Quem me tem assim acessa/ Fica sem defesa para o meu amor / Só come gostoso se for no meu prato/ Só sonha bonito no meu cobertor." &lt;em&gt;Dama da Paixão &lt;/em&gt;(Jefferson Junior/Umberto Tavares) também é ousada: "Eu me preparei inteira para você/ Clima à luz de vela só pra te acendar." "O universo do samba é muito machista, eles acham que são os únicos que podem dizer o que querem. Mas que homem não gostaria de ouvir isso?", indaga a cantora maranhense. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com show de lançamento previsto para outubro, em São Paulo (a escolha é de Alcione, que sente saudade do público da cidade), o CD tem 14 faixas, divididas entre sambas românticos (&lt;em&gt;Eternas Madrugadas, &lt;/em&gt;de Fred Camacho e Cassiano Andrade, &lt;em&gt;Não me Peça Pra Ficar, &lt;/em&gt;de Valtinho Jota e Andrea Amadeus, &lt;em&gt;Quem dera,&lt;/em&gt; de Reinaldo Arias e Paulo Sergio Vallem, e &lt;em&gt;Sinuca de Bico, &lt;/em&gt;de Claudemir, Elcio do Pagode e Serginho Meriti) e mais agitados (&lt;em&gt;O Samba me Chamou, &lt;/em&gt;de Marquinho PQD e Sombrinha, com participação do grupo Revelação, &lt;em&gt;Nair Grande, &lt;/em&gt;de Telma Tavares e Paulo Cesar Freital, &lt;em&gt;Chutando o Balde, &lt;/em&gt;de Nei Lopes, com Wilson Simoninha). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O CD também tem outros ritmos - em &lt;em&gt;Eu Não Domino Essa Paixão, &lt;/em&gt;que abre o disco, ouve-se até tango. Foi sugestão da cantora. "Adoro! Um dia ainda gravo um disco de tangos e boleros...", diz a Marrom, que também pensa num de blues e jazz, tendo como inspiração suas cantoras favoritas, Ella Fitzgerald, Aretha Franklin e Sarah Vaughn. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A divertida &lt;em&gt;Casa da Mãe da Gente &lt;/em&gt;(Junior Rodrigues/Gilson Nogueira) foi trazida de um pagode de Manaus pelo produtor do disco, Jorge Cardoso. A toada &lt;em&gt;Imperador Tocantis &lt;/em&gt;é do compositor maranhense Carlinhos Veloz. Encomendada pela novelista Glória Perez, &lt;em&gt;Eu Vou Pra Lapa&lt;/em&gt; (Serginho Meriti/ Claudinho Guimaraes) foi lançada na novela &lt;em&gt;Caminhos da Índia,&lt;/em&gt; na qual fez participação recente. &lt;em&gt;O Sono dos Justus &lt;/em&gt;(Marcus Lima/Marcio Proença/Rodrigo Sestrem) tem letra delicada. Para cantar com ela no novo álbum, Alcione chamou o grupo simples assim. Usando da mesma lógica, fala do amigo e conterrâneo José Sarney. Conta que jamais cogitaria negar ao senador seu apoio, mesmo quando praticamente todo o País está contra ele. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"O Maranhão não tem culpa se o Senado virou um antro de fuxico. Eu tenho muita amizade com o senador. Quando a gente é amigo, é nas alegrias e nos infortúnios. Quem quiser que julgue José Sarney; eu não vou julgar. Ele nunca me deu um emprego, disso todo mundo sabe!" &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De trabalho a cantora, de 61 anos, não foge mesmo. Em setembro, canta em Nova York e em Moçambique. Depois de São Paulo, estreia no Canecão. A entrevista acaba e alguém chama Alcione em seu aparelho de rádio, de cor vermelha. O toque é o tema da novela &lt;em&gt;A Escrava Isaura: "Ierê Ierê..." &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-7797412029886685033?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/7797412029886685033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/09/alcine-acesa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/7797412029886685033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/7797412029886685033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/09/alcine-acesa.html' title='Alcione - Acesa'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/SqKBuj-M_gI/AAAAAAAAAC8/1vrdU8b6k00/s72-c/blog' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-5206828032612707922</id><published>2009-08-28T08:12:00.004-03:00</published><updated>2009-08-28T08:23:11.483-03:00</updated><title type='text'>Praça do Samba</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/Spe9vxdPDrI/AAAAAAAAAC0/k5O7ReF9rHY/s1600-h/praca_do_samba_gustavo_mello-300x168.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374973308717436594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 168px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/Spe9vxdPDrI/AAAAAAAAAC0/k5O7ReF9rHY/s320/praca_do_samba_gustavo_mello-300x168.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No próximo domingo visitaremos a Praça do Samba, roda organizada pelo &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.kolombolo.org.br/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Kolombolo Diá Piratininga &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;que conta com a apresentação de sambas paulistas já consagrados e também músicas da Ala dos Compositores. O evento é mensal e une sambistas e apaixonados pelo ritmo para exaltar o samba paulista. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Além da música boa, as Tias Baianas Paulistas vendem uma feijoada caprichada para levantar fundos para a Associação, além de entoar diversas cancões. Neste domingo a roda contará também com a presença do Samba de Roda da Dona Aurora, também composto por várias mulheres. Na próxima semana publicaremos fotos e algumas entrevistas. A praça fica na rua Belmiro Braga, s/n, Pinheiros.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Até lá!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;* foto retirada do site do kolombolo.&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://www.kolombolo.org.br/" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-5206828032612707922?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/5206828032612707922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/08/praca-do-samba.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/5206828032612707922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/5206828032612707922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/08/praca-do-samba.html' title='Praça do Samba'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/Spe9vxdPDrI/AAAAAAAAAC0/k5O7ReF9rHY/s72-c/praca_do_samba_gustavo_mello-300x168.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-3791768372306291724</id><published>2009-08-25T12:06:00.005-03:00</published><updated>2009-08-25T12:27:07.257-03:00</updated><title type='text'>Samba - Poder transformador</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Basta se aprofundar um pouco nas leituras ou nas conversas sobre o samba para chegar à conclusão de que o samba não é apenas um ritmo musical brasileiro. Seu poder transformador é notório tanto no Brasil quanto em qualquer outro País e fica clara a alegria que o ritmo traz àqueles que participam diretamenta ou indiretamente do movimento, se é que podemos nomeá-lo dessa maneira. Por isso, hoje resolvemos postar uma matéria de Tonica Chagas para o Caderno 2, do jornal O Estado de S. Paulo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Samba aprende-se no colégio. Do Harlem&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Cativados pelo ritmo brasileiro, alunos de escola pública do bairro de NY, famoso pelo gospel, dão show com minibateria&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Tonica Chagas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Batuque é um privilégio mas, contrariando o Feitio de Oração, de Noel Rosa, pode-se aprender samba no colégio, sim. E em colégio público americano, como mostraram, no começo da noite de quinta-feira passada nos jardins do Lincoln Center, em Nova York, alunos da Frederick Douglass Academy (FDA), escola secundária municipal no bairro do Harlem. Integrantes da Harlem Samba, uma minibateria formada lá há três anos, desfilaram pelos caminhos e pracinhas do centro cultural nova-iorquino célebre pelas óperas, concertos eruditos e espetáculos de balé, dando um show de 40 minutos no programa de música ao ar livre Lincoln Center Out of Doors. O batuque brasileiro - com mistura de reggae e hip hop - que animou o público americano é uma das matérias preferidas dos alunos da escola, que fica a poucas quadras do Yankee Stadium e no bairro onde um dos estilos prediletos de música é o gospel."Fazer parte da Harlem Samba é como fazer parte de uma banda de rock, a gente se diverte muito", diz Ariel Moyé, de 18 anos, caloura no curso de Artes do City College of Technology. Como muitos dos instrumentistas, mesmo já tendo saído da escola Ariel, ela continua tocando agogô na bateria que é dirigida pelo professor de música Dana Monteiro. Trompetista erudito por formação, com diploma da New York University e da Columbia University, Monteiro (o sobrenome luso vem de Cabo Verde, onde nasceram os pais dele) dá aulas na FDA desde 2001. Mas até ele mesmo aprender o que é samba, música era uma coisa que os alunos só aprendiam por pura obrigação."Sempre tentei ensiná-los a tocar instrumentos de sopro ou de cordas, mas eles só queriam saber de bateria e atabaques e era impossível tocar juntos", conta ele. A razão dessa preferência está no sangue, explica o diretor da FDA, Gregory Hodge, ao apontar os dados etnográficos da escola: 75% dos 1.600 alunos são afro-americanos e 24% são hispânicos.O estalo sobre como entrosar a molecada na mesma harmonia veio nas férias que Monteiro passou no Rio, em 2004, onde um amigo o levou a um ensaio da Unidos de Vila Isabel. "Quando ouvi cerca de 200 pessoas tocando tambores ao mesmo tempo, senti que aquela seria a forma de entrosar os alunos", diz o professor. De volta a Nova York, com discos de samba-enredo na mala, ele foi aprender a tocar todos os instrumentos da percussão brasileira com outro americano, o etnomusicólogo Philip Galinsky, criador e diretor da Samba New York, a "school of samba" mais famosa e atuante da cidade.A batucada foi entrando no currículo da FDA conforme Monteiro e Hodge convenciam amigos que viajavam para o Brasil a trazer-lhes bumbos, repeniques e tamborins. E todo aluno que não gostava ou não conseguia aprender o dó-ré-mi no piano, na flauta ou no violão foi cativado pelo baticumbum. "Uma das grandes vantagens do samba é que ele é democrático", diz Monteiro. "Temos 250 alunos que compartilham pouco mais de 50 instrumentos, todos podem participar, aprendem rápido e gostam disso. Como professor, é gratificante vê-los aprendendo algo novo, como se estivessem estudando uma língua estrangeira, abrindo a cabeça para o mundo."Em 2006, Monteiro formou a Harlem Samba com quatro garotos e quatro meninas escolhidos entre os melhores no novo idioma ensinado na FDA. O grupo agora tem 35 integrantes fixos. Muitos já estão na faculdade, estudando em outros Estados, mas voltam sempre que podem para participar nem que seja só de um ou outro ensaio. A maioria mora, como eles dizem, "cruzando a ponte", no Bronx, onde o quadro socioeconômico é mais duro que o do bairro onde fica a escola que frequentam. O grupo unido pelo samba tem um significado especial para muitos deles.A experiência que passou depois de aprender a tocar chocalho e ficar na linha de frente da bateria foi reveladora para Nikkita McPherson. "Antes, eu só conhecia o carnaval dos imigrantes de Trinidad que desfilam um dia por ano pelas ruas do Bronx, nunca tinha ouvido falar do carnaval brasileiro", lembra Nikkita que, por ter sempre boas notas, já viajou por um programa da FDA duas vezes para o Brasil e conheceu o Rio, São Paulo e Salvador. "Depois de cruzar uma distância de nove horas de voo, bem maior do que a da minha casa até a escola, descobri que aquelas pessoas não são diferentes de mim", diz ela. "São gente pobre que, no carnaval, são muito felizes. São como eu. O samba trouxe muita alegria para a minha vida." Em setembro, com bolsa de estudos integral, ela começa a cursar Ciências Políticas no Darthmouth College, em New Hampshire, uma das oito universidades americanas que integram a tradicional e conceituada Ivy League.Da viagem que fez ao Brasil, Maurice Julius Evans, de 18 anos, outro dos integrantes originais da Harlem Samba, voltou com lembranças iguais às de Nikkita e um repenique - ou "happy Nick", como soa a palavra na pronúncia dele. Evans acabou de ingressar no curso de Física no Hostos College que, por ficar no Bronx, não o deixa longe dos ensaios na FDA. Esta semana, ele divertia os colegas contando que sua mãe, que o faz praticar os solos com toalhas sobre o instrumento para não incomodar os vizinhos, o surpreendeu na missa do domingo passado ao lhe entregar o tamborim com que acompanhava o gospel e pedir que a ensinasse a tocar samba. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-3791768372306291724?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/3791768372306291724/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/08/samba-poder-transformador.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/3791768372306291724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/3791768372306291724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/08/samba-poder-transformador.html' title='Samba - Poder transformador'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-206409705417943077</id><published>2009-08-18T15:28:00.002-03:00</published><updated>2009-08-18T17:30:50.075-03:00</updated><title type='text'>Dona Ivone Lara</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/SorzI-gZKpI/AAAAAAAAACs/XtbjGAIPc4M/s1600-h/blog.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371372841136106130" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 184px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/SorzI-gZKpI/AAAAAAAAACs/XtbjGAIPc4M/s320/blog.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Carioca, com 88 anos, Dona Ivone Lara não para de fazer história no samba, seja ele carioca, paulista, baiano etc. A sambista marca gerações e quebra o tabu de que samba é coisa de homem, como fez em 1965, ao ser a primeira mulher a assinar um samba enredo.&lt;br /&gt;Com 62 anos de carreira, Dona Ivone Lara acaba de gravar o seu primeiro DVD, no Canecão, Rio de Janeiro. Com artistas consagrados como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Arlindo Cruz, Délcio Carvalho e a Velha Guarda do Império Serrano, a sambista relembrou algumas de suas 500 composições como ‘Sonho Meu’, ‘Tendência’ e ‘Acreditar’.&lt;br /&gt;Para os paulistas, que nem sempre tem a oportunidade de ver essa “dama do samba”, nessa quarta-feira, dia 19 de agosto, às 21h, ela estará presente no Boteco Seu Zé, Pinheiros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agradecemos a participação e as dicas de José Antonio Valois.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Serviços: Boteco Seu Zé&lt;br /&gt;Rua: Mourato Coelho, 1.114 – PinheirosValores: R$ 25 porta e R$ 20 antecipado. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-206409705417943077?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/206409705417943077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/08/dona-ivone-lara.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/206409705417943077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/206409705417943077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/08/dona-ivone-lara.html' title='Dona Ivone Lara'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/SorzI-gZKpI/AAAAAAAAACs/XtbjGAIPc4M/s72-c/blog.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-4726392842557471069</id><published>2009-08-13T15:23:00.000-03:00</published><updated>2009-08-13T15:57:54.134-03:00</updated><title type='text'>Lendo Samba</title><content type='html'>Para gostar de samba, além de bons ouvidos, é preciso gostar de ler!&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Por isso, o .:Samba em Sampa:.  recomenda duas leituras interessantes sobre dois importantes personagens do Samba Brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira dica é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Adoniran - Uma biografia"&lt;/span&gt;, do jornalista Celso de Campos Jr. No livro, o autor conta a história do rádio em São Paulo, além da trajetória de João Rubinato, ou Adoniran Barbosa,  poeta, compositor, ator de rádio, de TV, de cinema, humorita, artesão entre tantas outras coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_vmINPIIUzb0/SoRfSO4i-bI/AAAAAAAAAOs/eUxLXkFEJxo/s1600-h/ado.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 129px; height: 195px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_vmINPIIUzb0/SoRfSO4i-bI/AAAAAAAAAOs/eUxLXkFEJxo/s400/ado.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369521422570027442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Outra boa leitura, é sobre a carioca Dona Ivone Lara. Com a autoria da jornalista Milla Burns, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Nasci para Sonhar e Cantar"&lt;/span&gt;, detalha a vida da cantora, suas influências e estudos musicais e a arte de ser mulher e fazer música em um meio tão masculino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_vmINPIIUzb0/SoRhuPsA4iI/AAAAAAAAAO0/xYC5EeziXFY/s1600-h/mila.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 129px; height: 199px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vmINPIIUzb0/SoRhuPsA4iI/AAAAAAAAAO0/xYC5EeziXFY/s400/mila.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369524102845489698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-4726392842557471069?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/4726392842557471069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/08/lendo-samba.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/4726392842557471069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/4726392842557471069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/08/lendo-samba.html' title='Lendo Samba'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vmINPIIUzb0/SoRfSO4i-bI/AAAAAAAAAOs/eUxLXkFEJxo/s72-c/ado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-919889248302987414</id><published>2009-08-12T10:42:00.002-03:00</published><updated>2009-08-12T10:51:35.456-03:00</updated><title type='text'>Carlinhos de Jesus estreia musical sobre evolução do samba em São Paulo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Para transportar para os palcos as características e particularidades do samba em períodos diversos (de 1920 a 1970), o espetáculo "Eu Sou o Samba" convocou 16 atores/cantores e 8 músicos, que utilizam 186 figurinos e interpretam 63 canções em meio a 24 diferentes cenários. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;.&lt;br /&gt;Após temporada no Rio de Janeiro, que atraiu cerca de 14 mil pessoas às sessões, a montagem chega a São Paulo nesta sexta-feira (31), com temporada no teatro Santa Cruz (região oeste) até 27 de setembro (os ingressos custam de R$ 60 a R$ 80). A direção é de Fábio Pillar.&lt;br /&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Coreografados por Carlinhos de Jesus, os personagens que compõem o musical mostram, durante duas horas, o ritmo e os clássicos criados desde a origem africana do estilo até seu reconhecimento na cultura carioca --com figurinos produzidos pela carnavalesca Rosa Magalhães.&lt;br /&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Em meio a conhecidas canções, como "Se Acaso Você Chegasse", "Meu Mundo Caiu" e "As Rosas Não Falam", o público será transportado a uma viagem que transita entre a praça Onze, no início do século 20, e a avenida Rio Branco, local por onde as escolas desfilavam antes da construção do Sambódromo. Malandros, passistas e cafetões, que fazem parte do contexto histórico, são caracterizados durante o espetáculo, que também tem o objetivo de homenagear grandes intérpretes e compositores do samba, como Ary Barroso, Cartola, Elis Regina e Jamelão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Direção:&lt;/strong&gt; Fábio PillarCom: Bernardo La Rocque, Marcelo Nogheira, Silvio Ferrari, Romeu Evaristo e outros&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Duração:&lt;/strong&gt; 120 minutos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Classificação:&lt;/strong&gt; 12 anos &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Texto:&lt;/strong&gt; Fátima Valença &lt;strong&gt;Coreografia:&lt;/strong&gt; Carlinhos de Jesus&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Local:&lt;/strong&gt; Teatro do Colégio Santa Cruz - R. Orobó, 277 - Alto de Pinheiros - Oeste. Telefone: 3024-5191.Aceita os cartões Diners, MasterCard, Visa. Ingresso: R$ 60 a R$ 80. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Horários:&lt;/strong&gt; sexta: 21h30/sábado: 21h/domingo: 19h.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;(fonte: Folha Online)&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-919889248302987414?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/919889248302987414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/08/carlinhos-de-jesus-estreia-musical.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/919889248302987414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/919889248302987414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/08/carlinhos-de-jesus-estreia-musical.html' title='Carlinhos de Jesus estreia musical sobre evolução do samba em São Paulo'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-1082824713129833949</id><published>2009-08-05T09:48:00.006-03:00</published><updated>2009-08-05T13:00:37.453-03:00</updated><title type='text'>Pau Brasil</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Na última sexta-feira fomos ao Pau Brasil, um ótimo lugar para quem quer música boa a noite toda. A cerveja é de garrafa e o preço da casa é baixo - 5 reais. Segundo a proprietária - jornalista e sambista - Nilce Reis, " nós batalhamos pelo samba, não é à toa que custa 5 reais em plena Vila Madalena (...) é proposital, nós entendemos que se o samba é popular, o preço tem que ser, o encontro tem que ser, o universo, a energia tem que ser trocada desta maneira. Não pode ser caro, senão perde o sentido. Como é que o samba sendo o maior representante da cultura popular pode ser caro?”&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Decorada com diversas caricaturas de sambistas, o que chama atenção é a roda aberta - qualquer um pode sentar e se arriscar no pandeiro, por exemplo. A casa nasceu de um projeto que existia dentro da favela de Heliópolis. "Fomos pra lá com o objetivo de fazer trabalho social com música. Pensávamos em trabalhar com crianças e não conseguimos (...) então trouxemos o pessoal do projeto Raízes Brasileiras para o Pau Brasil, em São Caetano. Ele nasceu lá, através desse encontro. Começamos com uma roda na favela, que não deu certo (...) mas conhecendo esse pessoal fomos todos para São Caetano. Levamos as crianças que tinham aula no Raízes para ter aula no Pau Brasil. Era um samba de terreiro, uma roda gigante, todas as sextas-feiras (...) e há 3 anos viemos pra Vila Madalena”, conta Nilce.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Para a dona da casa, que puxa a roda todos os sábados, o espaço é aberto para os jovens, com o intuito de propagar a cultura do samba: “Vocês que vão dar continuidade (...) pro samba não morrer, a gente tem que passar pro jovem, queremos que eles estejam aqui quantas vezes quiserem. Por mais efêmero que pareça algumas pessoas que não conheçam samba freqüentarem a casa, o nosso objetivo é mostrar o que é a música, esse samba tradicional, que conta história, fala de sentimento, de uma maneira que qualquer brasileiro é capaz de entender e sentir”.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Presença feminina: além do sábado, a roda de hoje também fica por conta de uma mulher: Anita Galvão Bueno. A casa abre às 21h, e fica na rua Inácio Pereira da Rocha, 170, Vila Madalena. Conversaremos com a Anita e, em breve, publicaremos por aqui.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-1082824713129833949?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/1082824713129833949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/08/pau-brasil.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/1082824713129833949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/1082824713129833949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/08/pau-brasil.html' title='Pau Brasil'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-711100122634838901</id><published>2009-07-30T10:24:00.009-03:00</published><updated>2009-07-31T14:58:26.185-03:00</updated><title type='text'>São filhos e são o que são</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Durante nossos poucos meses de estudo s&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;obre o samba, temos notado que, em muitos casos, o samba é um "mal de família", no melhor sentido que a expressão possa ter. Talvez um pouco mais que em outras vertentes musicais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Fala-se muito de Fulano de Tal que é filho de Beltrano e Ciclana e ainda há uma hipócrita idéia de que se não fosse pelas suas raízes ou pela família em que nasceu, tal pessoa não teria chegado onde chegou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Acreditamos que talvez não mesmo, e isso é positivo!!!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Talvez se Diogo Nogueira não fosse filho de João Nogueira, não teria chegado nem perto do universo musical do qual seu pai fazia parte. Apesar do dom, pode ser que não tivesse se interessado pela música, não fosse pelas reuniões musicais que presenciou desde menino. Não teria conhecido os filhos de Baden Powell e de Mestre Marçall, que também poderiam não ter aguçado sentimento nenhum pela música, não fosse pelos assobios constantes de seus pais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Se Mariana Aydar (entrevista abaixo) não tivesse os pais que tem, talvez não teria a oportunidade de se dedicar a música e pior, poderia não ter tido o incentivo que teve em casa, coisa que, dentro deste contexto, me parece fundamental para o sucesso em qualquer carreira.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;No caso da filha de Elis Regina, o papo foi outro. Passou do "Maria Rita só faz sucesso porque é filha de Elis Regina e César Camargo Mariano" para "ela imita o estilo da mãe". Hoje é sucesso incontestável e mostra a contradição crítica do brasileiro: Como ela poderia ter sucesso se não fosse realmente boa? A aprovação vem exatamente da boca que critica!  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Benditos são aqueles que nasceram em berço musical e foram ninados ao som de canções compostas pelos próprios pais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Devemos nossos aplausos às familias em que a música passa de geração pra geração e a estes jovens que tem orgulho de vir de onde vieram e passar adiante tudo o que aprenderam, com um brilho único. O "azar" é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;só &lt;/span&gt;deles!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Abaixo, um texto sobre Diogo Nogueira, de Sérgio Cabral, provando mais uma vez que o talento vai muito além da herança genética.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/SnGwNhsLJTI/AAAAAAAAACk/pnRnBA-EbsU/s1600-h/fotodiogonogueira.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/SnGwNhsLJTI/AAAAAAAAACk/pnRnBA-EbsU/s320/fotodiogonogueira.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364262377603409202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;*Por Sérgio Cabral&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ao fazer seus &lt;em&gt;songbooks&lt;/em&gt;, Almir Chediak queixava-se da falta de grandes cantores das novas gerações. Nas últimas décadas, enquanto nossa música produzia uma fartura de cantoras, os cantores apareciam como se fosse em conta-gotas, sendo alguns deles compositores que se transformavam em grandes intérpretes, como foi o caso, por exemplo, de Milton Nascimento, Caetano Veloso e João Nogueira. Eis que, em pleno alvorecer do século XXI, somos contemplados com &lt;strong&gt;Diogo  Nogueira&lt;/strong&gt;, um intérprete que não é apenas um dos maiores cantores de sambas de todos os tempos, mas um dos nossos melhores cantores da música popular brasileira. E um compositor com uma bela carreira pela frente.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O magnífico DVD com o espetáculo realizado no Teatro João Caetano, no Rio, mostra que ele vai além do DNA, pois herdou aquela voz maravilhosa que levou o mesmo Chediak a convidar João Nogueira a cantar em quase todos os &lt;em&gt;songbooks&lt;/em&gt; e enriquece suas interpretações com uma postura de palco que nem o pai possuía. É mais bonito, é verdade, mas não é apenas isso. &lt;strong&gt;Diogo  Nogueira&lt;/strong&gt; é dotado daquele misterioso talento que faz o espectador acreditar que ocupa o palco inteiro, mesmo quando aparece sozinho. É realmente um mistério, um brilho especial conferido a raros cantores, como, por exemplo, Carmen Miranda e o já citado Caetano Veloso.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Diogo honra o sobrenome. Aliás, que momento  emocionante do espetáculo é aquele em que ele e Marcel Powell interpretam &lt;em&gt;Violão vadio&lt;/em&gt;, de Baden Powell e Paulo César Pinheiro.  A gente fica absolutamente convicto de que os pais deles continuam entre nós, como a confirmar o velho aforismo de Hipócrates de que a vida é breve, mas a arte é longa. Ou, para não ir tão longe, há cerca de quatro séculos antes de Cristo, cito o contemporâneo Ataulfo Alves, para quem “morre o homem e fica a fama”. Ou, ainda, morre o homem, ficam os filhos, digo eu. Afinal, no mesmo show estão os filhos de João Nogueira, de Baden Powell e do Mestre Marçal, Marçalzinho, que brilha na percussão como o pai e o avô, o grande Armando Marçal.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt; Em dois clássicos de João  Nogueira, &lt;em&gt;Do jeito que o rei mandou&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Nó na madeira&lt;/em&gt;, Diogo divide o palco com Marcelo D2, um artista de grande número de admiradores e que, como criador, tem na cabeça a forma importada dos Estados Unidos e, no coração, o legítimo samba brasileiro. São os efeitos da globalização. Outro que se apresenta ao lado de &lt;strong&gt;Diogo Nogueira&lt;/strong&gt; é Xande de Pilares, do  grupo Revelação, na música &lt;em&gt;Cai no samba, &lt;/em&gt;umdos sambas inéditos mais aplaudidos do espetáculo. Seu autor é o jovem Ciraninho, um dos parceiros do Diogo no samba-enredo da Portela de 2007. Aliás, &lt;strong&gt;Diogo  Nogueira&lt;/strong&gt; não comparece apenas com músicas já conhecidas do público. Ele contribui também com vários sambas inéditos, sendo dois deles de sua autoria. Para cantar os sambas antigos e novos, ele teve o bom senso de dividir o palco também com o que há de melhor em matéria de músicos de samba, a começar por Alceu Maia no cavaquinho, arranjos e produção musical, Dirceu Leite nos sopros e o coro formado por Analimar e Jussara Lourenço.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt; Os apaixonados pela nossa música somos gratos aos  responsáveis pelo lançamento desse DVD.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-711100122634838901?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/711100122634838901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/07/sao-filhos-e-sao-o-que-sao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/711100122634838901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/711100122634838901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/07/sao-filhos-e-sao-o-que-sao.html' title='São filhos e são o que são'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/SnGwNhsLJTI/AAAAAAAAACk/pnRnBA-EbsU/s72-c/fotodiogonogueira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-8883208151737113103</id><published>2009-07-27T20:55:00.007-03:00</published><updated>2009-07-28T12:29:42.967-03:00</updated><title type='text'>"O Samba é uma entidade"</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/Sm7dFj6Oi7I/AAAAAAAAAB8/bIGKeMvhfsE/s1600-h/marianaaydar.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363467293853387698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 275px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/Sm7dFj6Oi7I/AAAAAAAAAB8/bIGKeMvhfsE/s400/marianaaydar.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na última sexta-feira fomos ao show de Mariana Aydar no teatro Cacilda Becker, &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:personname productid="em São Bernardo. Simpática" st="on"&gt;em São Bernardo. Simpática&lt;/st1:personname&gt;, ela entrou no palco agradecendo aos 300 convidados por enfrentarem a noite fria e chuvosa para garantir o ingresso e prestigiá-la. Ela confessou que cantar &lt;st1:personname productid="em São Bernardo" st="on"&gt;em São Bernardo&lt;/st1:personname&gt; tem um gosto especial: a cidade foi onde Mariana passou parte da infância, pois os tios e primos – que estavam na platéia – moram lá. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Apesar do show de lançamento do novo CD ser só em setembro, ela mostrou as músicas &lt;i&gt;Peixes,&lt;/i&gt; &lt;i&gt;Ta?&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Palavras não falam&lt;/i&gt; (a primeira composição dela) e &lt;i&gt;Aqui em Casa&lt;/i&gt; – parceria com Duani e uma das melhores do CD. No repertório também entraram músicas do primeiro CD, Kavita, e alguns sambas como Vai Vadiar e Zé do Caroço. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No final do show, e após o bis (que Mariana tocou uma versão de Zé do Caroço com batidas de funk), contamos para Mariana do nosso projeto, da ideia de exaltar as mulheres que se destacam no samba, e batemos um papo com a cantora. Ela contou a sua história com o samba, falou do pré-conceito de ser filha de artista, das diferenças Rio - São Paulo e, claro, das mulheres ! Seguem alguns trechos da entrevista, que será publicada na íntegra no nosso livro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- No seu segundo disco há diversos sambas. De onde veio essa influência? &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Meu pai, ele tinha um grupo chamado “Premeditando o Breque”, e eles tocavam muito samba, muito samba paulistano. Quando eu estava na sétima série tinha um caroneiro que me levava pra escola, era um monte de criança e eu não me identificava com as pessoas. Tinha o Luis, o motorista, que era da Leandro de Itaquera e na volta ele não deixava ouvir jovem pan, que eu adorava. Ele colocava numa rádio comunitária de samba que só tinha assim... Leci, Branca de Neve, Fundo de quintal, Zeca, tal... Então eu fui ouvindo e sempre gostei. Aí quando eu fui morar em Paris, percebei que era um laço muito forte, que era uma coisa natural minha. Eu acho que o meu cantar, o jeito q eu vejo o meu canto é muito próximo do samba. &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- e você quer ser reconhecida como uma sambista? &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não. Eu estudei violoncelo, violão, então acho que é difícil fechar em uma coisa. O forro é muito próximo do samba, eu comecei como cantora de forró e cantei muito Jackson do Pandeiro. Mas eu não gostaria de ser, não é de não ser sambista, mas eu não quero fechar em uma coisa só, ser rotulada como nada. Mas o samba é uma entidade, eu tenho essa teoria. Ele é uma entidade que pega algumas pessoas pra ele, ele escolhe. Você é tomada e quando você é tomada realmente, não dá pra ficar sem. Não dá, você não consegue, é uma dependência.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- você acha que tem espaço para essas sambistas da nova geração? &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Eu acho, eu acho que começou a abrir a cena brasileira pros jovens. Todo mundo ouvia musica internacional quando éramos menores, e isso foi se abrindo. Acho que o samba nunca morre né? O samba sempre está lá. Acho que está chegando a outra classe social que é uma coisa nova. Por mais que chegou nessa classe com a bossa nova não era o samba mesmo, roots. Acho que está chegando e o Zeca é o maior exemplo disso. Ele é um cara muito importante pro samba na atualidade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- mas e para mulher, você acha que tem espaço ou ainda tem muito preconceito? &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Acho, e não acho que tem preconceito, eu não sinto isso comigo nem de homem e nem de mulher. Eu fui muito bem recebida pelas pessoas do samba. Porque assim, sou paulista, branca, e eu sinto às vezes essa resistência, mas mais por uma questão da minha vida, e não por ser mulher. É mais por eu ter o não estereótipo de uma sambista. Eu sei que tenho samba no coração, então fico sossegada&lt;/span&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- e essa questão de paulistas e cariocas, você acredita que ainda exista resistência? &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Tem, tem sim, e é por parte dos dois. Gosto muito do samba do rio, acho que é diferente. Ao mesmo tempo, eu nunca fui ao Berço do Samba de São Matheus, onde dizem que o bicho pega mesmo. Não é questão de melhor ou pior, é uma questão cultural. SP é mais rock, eletrônico, está mais aéreo, porque lá está concentrado. O Rio é uma cidade menor, tanto na periferia, como na cidade, todos os lugares têm samba. E SP não tem essa cultura, então é diferente por essa questão. São Matheus tem essa cultura, mas é muito pequeno em relação ao tamanho da cidade. &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- e falando em preconceito, você sentiu algum preconceito por ser filha de músicos ou você acha que te ajudou? &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ter sido criada neste meio me ajudou muito porque eu criei intimidade com a música, o palco e tudo o que está em volta muito cedo. Eu não tenho medo de palco, não fico nervosa, não tenho essa coisa, porque fui criada nesse meio. Mas ao mesmo tempo as pessoas acham que minha mãe faz uma coisa pras mim e não é nada disso. Nesse ponto é um pré-conceito no sentido de não conhecerem a minha relação com a minha mãe ou a minha história de vida, então elas já acham alguma coisa.&lt;/span&gt; &lt;o:p style="FONT-FAMILY: trebuchet ms"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- a mulher era vista como musa inspiradora e agora elas compõem, interpretam. Como você vê essa inversão de papéis?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:'Trebuchet MS';"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Olha, eu acho que isso tem a ver com a nossa época mesmo, da mulher. Porque até os anos 50, 60, era diferente a mulher na sociedade. Agora a coisa virou, a mulher vai trabalhar, cuida do marido, entendeu... faz e acontece, trabalha, bota dinheiro em casa e isso vem naturalmente pra música. Mesmo as mulheres compondo, eu mesma quando to compondo, sempre sai um samba. Acho que é uma questão social e eu acho ótimo porque a mulher é incrível, ela tem muita coisa pra falar, muitos sentimentos e o samba precisa disso, dessa sensibilidade, ritmo, sentimento e a mulherada ta chegando aí.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*foto de Renan Rodrigues - obrigada!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-8883208151737113103?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/8883208151737113103/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/07/o-samba-e-uma-entidade.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/8883208151737113103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/8883208151737113103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/07/o-samba-e-uma-entidade.html' title='&quot;O Samba é uma entidade&quot;'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/Sm7dFj6Oi7I/AAAAAAAAAB8/bIGKeMvhfsE/s72-c/marianaaydar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-571697473266615699</id><published>2009-07-22T19:16:00.004-03:00</published><updated>2009-07-23T08:24:43.934-03:00</updated><title type='text'>Mariana Aydar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/SmeP9wUc3II/AAAAAAAAAB0/JG9A0c3gzN0/s1600-h/blog.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361412172513336450" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 222px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/SmeP9wUc3II/AAAAAAAAAB0/JG9A0c3gzN0/s400/blog.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há cerca de dois meses, nos deparamos com uma matéria da revista Bravo sobre Mariana Aydar, a matéria trazia como título “Um Rosto na Multidão”. Depois de ouvirmos o novo cd, “Peixes Pássaros Pessoas”, e lermos inúmeras criticas sobre a cantora, já que essa tem conquistado bastante espaço na mídia, chegamos à conclusão de que Mariana é sim um rosto na multidão, não um simples rosto, mas um que carrega a marca e as características das recentes cantoras brasileiras. Apesar de crescer no meio da música - o pai é músico e a mãe produtora musical - Mariana mostra que não conquistou o público por essas facilidades e sim pela voz belíssima, pelas composições muito bem escolhidas e pela sua forte e marcante maneira de interpretar diversos gêneros, mas no caso do novo trabalho, o samba em especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa sexta-feira, dia 24 de julho, acompanharemos a apresentação de Mariana Aydar no Teatro Cacilda Becker, em São Bernardo do Campo. O show é gratuito e os ingressos serão distribuídos uma hora antes na bilheteria local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na próxima semana, postaremos a entrevista com Mariana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue matéria da Revista Bravo, do mês de maio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Crítica - Um Rosto na Multidão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Guiada pelo samba, mas aberta a outras possibilidades, Mariana Aydar refina suas virtudes num segundo CD que tem tudo para destacá-la entre as dezenas de jovens cantoras brasileiras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por José Flávio Júnior&lt;br /&gt;Mariana Aydar representa perfeitamente o que é a cantora brasileira em 2009. Canta bem, compõe, tem ótimas referências musicais — e nenhum preconceito, interpretando gêneros diferentes —, é charmosa, jovem e está preparada para encarar as mudanças latentes no mercado musical. Até aí, nenhum problema. Mas ele existe. Essa paulistana de 29 anos compete com dezenas de cantoras que ostentam os mesmos predicados, todas almejando audiências maiores. Como se diferenciar da manada num cenário tão pródigo em talentos?&lt;br /&gt;Mariana responde com Peixes Pássaros Pessoas, seu segundo CD. Tudo o que não estava bem resolvido no primeiro disco — Kavita 1 — é sólido em seu sucessor, desde a capa (a primeira, um mosaico brega com várias imagens de Mariana; no novo CD, a cantora imersa no caos do galpão da escola de samba Leandro de Itaquera) até o repertório (em vez de temas consagrados por Elis Regina, só composições de gente da sua geração ou um pouco mais velha).&lt;br /&gt;O gênero musical predominante é o samba. Mas, curiosamente, Mariana se destaca para valer quando se afasta dele. Uma das fugas se dá na sétima faixa, a irresistível Tá?, um xote todo torto escrito por Carlos Rennó, Pedro Luis e Roberta Sá (uma daquelas cantoras que concorrem com Mariana). As palavras que encerram os versos aparecem pela metade, pois "pra bom entendedor meia palavra bas...", prega o refrão. A brincadeira remete a Cadê Teu Suin-?, do segundo disco do Los Hermanos, grupo que Mariana gravou em seu début.&lt;br /&gt;Como hoje não há nada mais óbvio do que gravar Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante (os líderes da banda carioca), Mariana foi procurar pérolas em outros mares. E achou Peixes, da dupla budista gaúcha Os The Darma Lóvers, que já não merecia ser apenas cult. Originalmente uma balada folk, ela é um brado de libertação, que diz: "nós morremos como peixes/ com o amor que não vivemos/ satisfeitos mais ou menos". A cantora vive o texto com intensidade, pontuando a canção com um grito desbragado, o momento de maior impacto do álbum.&lt;br /&gt;Outro achado é a luxuriosa Beleza, do casal Rodrigo Campos e Luisa Maita (outra "rival" fantástica). Em dueto com a cabo-verdiana Mayra Andrade, Mariana exalta o ato sexual, o calor que a mantém acesa. Casa maravilhosamente bem com Aqui em Casa, criação de Mariana e do namorado, Duani, que vem na sequência. Nesse, o melhor samba do disco, uma anfitriã trata seu hóspede com todo carinho, mas teme que ele confunda a cortesia com outra coisa. Tem jeitão de samba para a história, que será lembrado por ter inaugurado um assunto. O novo CD deixa Mariana numa posição privilegiada diante das adversárias. Quem lucra é o fã de música brasileira: enquanto as cantoras se estapeiam por um lugar ao sol, ele sorri com a certeza de que já ganhou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O DISCO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Peixes Pássaros Pessoas&lt;/strong&gt; (Universal), de Mariana Aydar. Produtores: Duani e Kassin. Preço médio: R$ 30. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-571697473266615699?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/571697473266615699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/07/ha-cerca-de-dois-meses-nos-deparamos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/571697473266615699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/571697473266615699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/07/ha-cerca-de-dois-meses-nos-deparamos.html' title='Mariana Aydar'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/SmeP9wUc3II/AAAAAAAAAB0/JG9A0c3gzN0/s72-c/blog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-1548073391829357865</id><published>2009-07-20T19:48:00.004-03:00</published><updated>2009-07-20T19:58:20.665-03:00</updated><title type='text'>Clube do Democráticos - RJ</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/SmT1Bx53I3I/AAAAAAAAABs/B9OiNbYNV_E/s1600-h/salaodemocratico.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; 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Não poderíamos deixar de visitar a Lapa, principal reduto carioca do gênero, que possui diversas casas em um só local. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Apesar da forte chuva que caiu no sábado à noite, as ruas da Lapa estavam lotadas. Pessoas de todo tipo, de patricinha a desencanado, cabelos lisos, loiros e encaracolados, uma boa mistura como todo bom samba - sem preconceito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Entramos no Clube dos Democráticos - a casa de samba mais antiga do Rio de Janeiro. Além de ser um lugar de boa música, a ida ao clube vale pelo seu valor histórico. A sede do clube fica em um castelo, na rua Riachuelo, tombado pelo IPHAN - &lt;em&gt;Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;em 1987. No sábado o som estava por conta da Orquestra Republicana, com intervalos ao ritmo de clássicos da MPB, samba, choro e samba-rock. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não há uma faixa etária predominante, e é comum notar sambistas da velha guarda dançando pelo chão de madeira do salão com uma jovem amante do samba.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Abaixo, um breve histórico da casa - retirado da página oficial do clube na internet: www.clubedosdemocraticos.com.br&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;" &gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Fundado em 19 de janeiro de 1867, na Cidade do Rio de  Janeiro,  é uma sociedade social recreativa com personalidade jurídica na forma da Lei, tendo por objetivo principal promover entre os seus associados reuniões social, desportivas, carnavalescas, festejadas interna e externamente, além de quaisquer outras diversões permitidas pela legislação.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;Nos idos de 1866, período imperial, no meio dos movimentos abolicionistas, republicanos e Guerra contra o Paraguai, apesar das turbulências da época, nesta data, um grupo de comerciantes e boêmios conhecidos pela forma como costumavam se divertir e fazer críticas; liderados pelo português José Alves da Silva, reuniram-se na "Maison Rouge", famoso bar e confeitaria e compraram um bilhete de loteria, em extração do dia de Nossa Senhora da Glória, com a intenção de  fundar  uma  Sociedade  Carnavalesca,  se sorteados fossem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;A sorte grande aconteceu. Um prêmio de 15 mil contos de réis, uma verdadeira fortuna na época, que foi um incentivo para o Grupo dos XX amantes, como eram  conhecidos, levarem adiante a idéia de fundar o "Democráticos Carnavalescos", e acabou acontecendo meses depois no dia 19 de Janeiro de 1867. Seus sócios denominados Carapicus (um peixe) e sua sede é chamada de Castelo. Durante muitos anos,  desde  o  longínquo  1891,  as  Sociedades  Carnavalescas,  que tinham como padroeira Nossa Senhora da Glória, o dia 15  de  agosto,  era  dedicado a diversas comemorações em agradecimentos a seus triunfos e suas vitórias,  e  longe de  haver  profanação  religiosa,  os  festejos  realizados  por  tais  sociedades,  constituíam gratidão e reconhecimento a Santa, excelsa padroeira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;Os bailes da Glória, venerada nos salões de festas  das  Grandes Sociedades, tinham uma consagração ruidosa e era realizado à caráter por seus associados, cavalheiros com smoking e damas em vestidos de alto custo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;Com o declínio  das  Grandes  Sociedades, o  Clube  dos  Democráticos,   mantém-se fiel  a  tradição  zela pela sua continuidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;Em 1867, José Alves da Silva fundador e primeiro Presidente  do  Clube,  devoto de Nossa Senhora da Glória, mandou trazer de Portugal, sua terra natal, uma imagem da  santa  e  desde  então,  nos 140 anos de existência de nossa instituição,  jamais deixamos de prestar homenagens  a  padroeira  do Clube dos Democráticos.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"  class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-1548073391829357865?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/1548073391829357865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/07/clube-do-democraticos-rj.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/1548073391829357865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/1548073391829357865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/07/clube-do-democraticos-rj.html' title='Clube do Democráticos - RJ'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/SmT1Bx53I3I/AAAAAAAAABs/B9OiNbYNV_E/s72-c/salaodemocratico.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-2517483603282927420</id><published>2009-07-15T22:49:00.004-03:00</published><updated>2009-07-15T22:59:21.295-03:00</updated><title type='text'>Paulo Vanzolini</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele não gosta muito de ser lembrado pelos sambas memoráveis que escreveu. Um especialista em répteis e anfíbios, Paulo Vanzolini ganhou um documentário esse ano, Um Homem de Moral, de Ricardo Dias, e tem se destacado nos veículos de comunicação tanto pelas composições quanto pela sua história pra lá de instigante. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Segue matéria belíssima de Diogo Schelp na Revista Bravo desse mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358870774884408562" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 222px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/Sl6Ik8Y1HPI/AAAAAAAAABk/cKlDeFOM4xE/s400/blog.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revista BRAVO! Julho/2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Viagens Musicais de Paulo Vanzolini&lt;br /&gt;Ou: de como as excursões de um biólogo influenciaram a linguagem e a inspiração de um compositor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criador de clássicos da música brasileira como Ronda, o compositor Paulo Vanzolini sempre teve o hábito de escrever diários de viagem. Anotados a lápis ou caneta-tinteiro durante suas expedições como biólogo, à luz de lampião e enquanto abanava os mosquitos, esses manuscritos estão encadernados em uma dezena de grossos volumes de capa vermelha. Numa comparação livre, levando-se em consideração o abismo de épocas, pode-se dizer que Vanzolini é o último dos naturalistas-viajantes. O músico e cientista, hoje com 85 anos, seria assim o herdeiro da tradição de Spix e Martius, Darwin, Saint-Hilaire, Langsdorff e outros que percorreram o Brasil no século 19, anotando o que viam, colhendo e empalhando espécies animais e pintando a paisagem. Deles, mantém o espírito desbravador e generalista, em extinção em tempos de ciência cada vez mais especializada.&lt;br /&gt;A maioria das páginas de seus diários, como não poderia deixar de ser, contém inventários detalhados dos bichos encontrados nas incursões mato adentro.Mas há também alguns trechos que permitem, de maneira saborosa, entrever a intersecção entre o Paulo cientista e o Paulo artista. Vanzolini é tema de um documentário que está em cartaz nos cinemas, Um Homem de Moral, dirigido por Ricardo Dias. O filme possibilita uma viagem pelo universo musical de Vanzolini, uma vez que ele se estrutura a partir da atividade do compositor. Já a viagem que os diários propõem é mais errática, complexa e surpreendente. Poderia dar origem a outro documentário.&lt;br /&gt;Muitos dos sambas de Vanzolini nasceram da observação astuta e bem-humorada do cotidiano de São Paulo. Praça Clóvis, por exemplo, conta a história de um sujeito que teve a carteira batida na fila do lotação, mas fica feliz porque o furto o livrou da foto de uma mulher de quem havia tempos tentava esquecer. "Tinha vinte e cinco cruzeiros/ e o seu retrato/ Vinte e cinco eu francamente achei barato/ pra me livrarem do meu atraso de vida". Nos relatos de viagem, o mesmo interesse pelos detalhes aparentemente banais do cotidiano está presente. Em uma expedição ao interior do Maranhão, em janeiro de 1955, o cientista observa com curiosidade a estratégia usada pelos caboclos para lhe vender animais. Escreveu o zoólogo: "O pessoal daqui faz tanto negócio por procurador (vindo o procurado junto como espectador) que nem sei mais quem está vendendo. Há um moleque cujo pai vai caçar calangos mas tem vergonha de vender — manda o moleque, que conta tudo ('me paga logo que meu pai quer comprar uma melancia')". Na mesma viagem, o cientista anotou a seguinte cena presenciada no banheiro de um hotel em São Luís: "Um semianalfabeto lendo e explicando para um analfabeto completo uma crônica mundana sobre o festival de Punta del Leste — namoros de Ibrahim Sued, que não fala inglês, com uma jovem qualquer fabulosa que não fala português". Sued era colonista social de O Globo.&lt;br /&gt;Vanzolini não faz questão de esconder que nada entende de música. Ele não sabe diferenciar tom maior de tom menor e, segundo Martinho da Vila, não tem ritmo algum. As suas canções são feitas na pura intuição, com fragmentos do que ele próprio chama de sua memória melódica submersa. Pela frequência e interesse com que anotou, em seus cadernos, versos sertanejos e canções de domínio popular, é natural que estes também tenham influenciado sua memória musical e, como consequência, suas composições. No Maranhão, ele registrou os seguintes versos populares: "Quando eu vim lá de casa/ que passei no caxelô/ fiz um par de alpercata/ dos queixos do teu avô/ só não fiz mais bem feito/ porque o diabo do véio acordou". Semelhante narrativa insolente e desafiadora, típica dos improvisos nordestinos, foi criada por Vanzolini em sua Capoeira do Arnaldo: "Quando eu vim da minha terra/ Vim fazendo tropelia/ No lugar onde eu passava/ estrada ficava vazia/ quem vinha vindo ficava/ quem ia indo não ia". Apesar de ser um compositor urbano, a temática regionalista e os bichos povoam canções como Toada de Luís, O Rato Roeu a Roupa do Rei de Roma e Cuitelinho. Esta última de domínio público e enriquecida pelo zoólogo com duas novas estrofes.&lt;br /&gt;Entre os versos de autores anônimos anotados por ele, e que de outra maneira teriam se perdido para sempre, está uma moda de viola que ele ouviu em uma expedição de 1964 para capturar cobras na ilha da Vitória, no litoral norte paulista. A Moda do Concar conta a história de um navio espanhol que encalhou nas proximidades da ilha e cuja carga, principalmente óleo de oliva, foi saqueada pelos caiçaras. Hoje, alguns moradores mais velhos do Bonete, praia de pescadores em Ilhabela, ainda se lembram com dificuldade de algumas estrofes da canção. Eles reclamam que não podem mais tocá-la: os pastores das igrejas evangélicas que nos últimos anos se estabeleceram na região proí&amp;shy;bem as músicas tradicionais, consideradas pagãs.&lt;br /&gt;Em Um Homem de Moral, Ricardo Dias recupera uma cena de um de seus filmes anteriores em que o cientista caminha na mata, com uma espingarda na mão, e discorre sobre o prazer que tem de estar naquele ambiente: "A mata é uma dessas coisas em que o todo é mais do que a soma das partes. Não é só essa luz, essas plantas, esses bichos, essas vozes, mas é esse todo que penetra a gente". A frase do herpetólogo (especialista em répteis e anfíbios) também serve para descrever as letras de seus sambas. Nelas, o todo é muito mais do que simplesmente a soma das palavras. Há sempre em cada estrofe um elemento oculto, algo que não é dito mas está lá, ajudando a formar uma cena, uma imagem, um sentimento. Em Teima Quem Quer, por exemplo, Vanzolini apresenta uma discussão entre um homem e uma mulher. Mas o contexto da briga, o motivo que levou o casal a se desentender e o tipo de relacionamento existente entre eles ficam apenas subentendidos. A elipse também está presente em Cravo Branco, que conta a história de um crime passional. A segunda estrofe do samba descreve o momento em que o sujeito vê o revólver apontado para ele e sua falta de reação. No verso seguinte, a vítima já está desabando no chão. A narrativa omite o tiro.&lt;br /&gt;Em seus diários de viagem, Vanzolini demonstra a mesma habilidade para contar as histórias de maneira concisa, econômica, dando ainda mais dramaticidade aos fatos. Em uma viagem ao Xingu, em 1965, o cientista estabeleceu a base de sua expedição em uma aldeia dos camaiurás. À noite, em longas conversas à beira da fogueira, os índios contavam, com naturalidade e em detalhes, como haviam matado homens de sua própria tribo, em geral por suspeita de feitiçaria. O zoólogo resumiu assim um assassinato cometido por um índio chamado Wacucuman, a paulada e tiros de calibre .22: "Encontrou o outro na praia. 'Porque está rindo, W.?' 'Porque vai matar você.' Pau, 22 no coco, corpo n'água". Em suas anotações, Vanzolini agradecia a sorte de nenhum feitiço ruim ter sido atribuído a ele, que, médico, tinha fama de pajé na aldeia.&lt;br /&gt;Entrevistei Paulo Vanzolini pela primeira vez quando eu ainda estava na faculdade, para um trabalho de conclusão de curso. A sala onde o biólogo trabalhava, no Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, era escura e povoada por répteis conservados em vidros com formol e por pesados livros que envergavam as estantes. Ele me ofereceu café, e eu recusei. O herpetólogo, então, ofereceu cachaça. De cima de um armário baixo, apanhou uma garrafa de álcool de cozinha 92,8º e serviu o conteúdo em duas canecas de metal. "É para os funcionários do museu não acharem que eu bebo em serviço", explicou, sobre o hábito de guardar pinga no recipiente de plástico. O expediente já havia terminado e o zoólogo estava prestes a dar lugar ao artista. A cachaça escondida no escritório é como o Vanzolini sambista ou os versos ocultos de suas músicas — nem sempre é visível, mas está lá, parte inseparável do todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diogo Schelp é jornalista de Veja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O FILME Um Homem de Moral, de Ricardo Dias. Em cartaz nos cinemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-2517483603282927420?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/2517483603282927420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/07/paulo-vanzolini.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/2517483603282927420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/2517483603282927420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/07/paulo-vanzolini.html' title='Paulo Vanzolini'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/Sl6Ik8Y1HPI/AAAAAAAAABk/cKlDeFOM4xE/s72-c/blog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-7086912182888525011</id><published>2009-07-14T13:36:00.004-03:00</published><updated>2009-07-14T13:45:29.909-03:00</updated><title type='text'>Salve Fabiana Cozza!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/Sly1oRH3MwI/AAAAAAAAABc/bRPP_-6I3FE/s1600-h/coz.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 290px; height: 387px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/Sly1oRH3MwI/AAAAAAAAABc/bRPP_-6I3FE/s400/coz.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358357360059822850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Fabiana Cozza&lt;/span&gt; é exemplo entre as mulheres que fazem Samba.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A reportagem abaixo, de Ciça Vallerio,  mostra que, mesmo filha de peixe, teve que usar as próprias nadadeiras para mostrar que sabia sambar...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;... e não deu outra!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div  style="text-align: center;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;*Por Ciça Vallerio (O Estado de São Paulo)&lt;/span&gt; &lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Na cozinha da sambista Fabiana Cozza, apontada como um dos nomes mais fortes da nova safra de cantoras, a conversa de quase quatro horas é regada a café fresquinho. Antes de servir, ela tira do armário um pacote de bolacha de chocolate, explicando que aquela marca popular foi uma de suas boas descobertas gastronômicas. Depois, pega da geladeira uma especialidade sua, a berinjela ao formo, que sempre salva os amigos músicos durante as constantes visitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quem cresceu na educação do samba sabe que onde tem música, tem comida", diz Fabiana, enquanto arruma a mesa. "Por isso, a cozinha sempre é o lugar onde recebo, ao mesmo tempo em que preparo algum prato. Por mais que viaje para cantar fora de São Paulo, sempre vou ter alguma coisa para oferecer."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa paulistana de 33 anos é filha de uma italiana (daí vem o Cozza), professora primária, com o lendário puxador de samba da escola Camisa Verde e Branco, Oswaldo dos Santos. O paizão carrega o título de tetracampeão paulista de samba-enredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nesse clima afro-italiano que Fabiana cresceu, na casa da avó, onde moram até hoje seus pais, na Vila Madalena. Era uma garotinha e já se deliciava com o baticum que animava o churrasco de fim de semana no fundo do quintal, sempre repleto de sambistas. Seu interesse precoce era bem diferente do da sua irmã, que não se deixava levar pelo gingado do pandeiro e da cuíca e, hoje, aos 31 anos, trabalha como enfermeira, especializada em oncologia. "Costumo brincar, dizendo que canto para que as pessoas não fiquem doentes e tenham de ser atendidas por ela", provoca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando criança, Fabiana pulava de alegria nas vezes em que sua mãe a deixava ir aos batuques com seu pai e amigos. E quem tem samba no pé também não poderia ficar de fora do carnaval. Desde os 4 anos de idade, não perdia as matinês do Clube Palmeiras e os ensaios da Camisa Verde e Branco, ficando sempre bem perto da bateria. Até hoje vai ao sambódromo, no Anhembi, assistir aos desfiles, quando sua agenda permite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O samba entrou pelas veias de Fabiana e nem mesmo a graduação em Jornalismo, pela Pontifícia Universidade Católica (PUC/SP), a fez mudar de caminho. Chegou a trabalhar no portal Terra, escrevendo sobre esportes. Fez uns "frilas" (corruptela de "freelancer") aqui e acolá, escrevendo sobre música. Mas uma hora não teve jeito e, para desespero dos pais, decidiu viver de música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Fiz um bem para o jornalismo ao mudar de profissão", brinca a cantora. O desejo de virar a mesa amadureceu quando passou no teste da Universidade Livre de Música, atual Escola de Música do Estado de São Paulo Tom Jobim. Lá, teve como professora de canto nada menos do que Jane Duboc. Após um ano de estudos, apresentou-se como uma das coralistas do grupo montado por Jane, o Novella, no Festival de Inverno de Campos do Jordão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como prova de que o mundo dá voltas, retorna às 12h30 de hoje para o mesmo festival de Campos do Jordão, após 13 anos da sua estreia. Fabiana foi convidada para cantar Edith Piaf, em comemoração ao ano da França no Brasil, acompanhada pela orquestra Jazz Sinfônica, na praça do Capivari, em concerto gratuito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FILHA DE PEIXE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Por mais que percebesse o dom da filha, o pai conhecia muito bem as dificuldades e "malvadezas" do mundo artístico, assim como a realidade do samba. Para provar que conseguiria se sustentar, Fabiana foi pedir emprego aos Trovadores Urbanos (grupo paulistano que oferece serenatas em domicílio). Durante três anos, fez muitas serenatas por São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O impulso para deslanchar na carreira veio das muitas canjas que deu na noite, especialmente no bar Ó do Borogodó, em Pinheiros. No início, cantava às segundas, um dia difícil de emplacar apresentação e chamar público. "Comecei de forma discreta, pois queria me testar", lembra. Testou-se tanto que a segunda-feira ficou apinhada de gente para vê-la cantar, passando a ser conhecida como "o dia da Fabiana Cozza".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que um bambambã a descobriu. Foi o compositor e violonista Eduardo Gudin, que a convidou para participar da gravação do disco &lt;em&gt;Notícias dum Brasil - Pra Tirar o Chapéu&lt;/em&gt; (1998). Com Gudin, apresentou-se em shows de músicos consagrados, como Ivan Lins, Chico César, Paulinho da Viola, Hermeto Paschoal, Leila Pinheiro e Elton Medeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, de mansinho, Fabiana foi dando as caras e encantando as pessoas com seu vozeirão afinado e com um repertório da fina flor do samba tradicional. Em 2004, lançou finalmente seu primeiro disco, O &lt;em&gt;Samba é Meu Dom&lt;/em&gt;, sempre como intérprete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome do CD refere-se à música mais emblemática, associada à cantora. A letra, composta por Wilson das Neves e Paulo César Pinheiro, sambistas da velha guarda, retrata a própria trajetória de Fabiana e era uma das mais pedidas em seus shows no bar Ó do Borogodó, onde dá canjas até hoje. Em sua cozinha, após algumas xícaras de café, ela cantarola um trecho: "O samba é meu dom / Aprendi a bater samba ao compasso do meu coração / De quadra, de enredo, de roda, na palma da mão / De breque, de partido alto e o samba-canção."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é de praxe, há uma longa jornada para quem quer viver apenas de música. Apesar de o seu primeiro trabalho já ter lhe rendido elogios e projeção, Fabiana precisou reforçar sua renda dando aulas de canto. Como sempre, com a cara e a coragem, foi pedir emprego no Centro Livre de Aprendizagem Musical. Ao mesmo tempo, encarou aulas particulares de teatro para lapidar seu magnetismo no palco e "conhecer meu eu artístico".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso, Fabiana atuou em musicais como&lt;em&gt; A Luta Secreta de Maria da Encarnação&lt;/em&gt;, última peça escrita por Gianfrancesco Guarnieri, em 2001. É essa versatilidade que lhe confere uma força descomunal nos shows, pois consegue unir o seu gingado natural às técnicas de canto e de teatro. Tudo sem afetação nenhuma, o que, aliás, não combina em nada com seu perfil de batalhadora e com suas raízes humildes - uma das avós trabalhou em lavoura mineira, veio para São Paulo e passou fome até encontrar trabalho como passadeira e lavadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PÉ NO CHÃO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para lidar com seus "monstros" e sua ansiedade, Fabiana não abre mão da terapia, em sessões que seguem já há seis anos. "É importante para ter consciência do meu trabalho e para não pirar no mundo da fama", avisa. "Construí minha carreira tijolo por tijolo. Por isso, passo o tempo todo baixando minha bola."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os pés firmes no chão, vem esboçando um belo currículo. Tem se apresentado ao lado de nomes como João Bosco, Zimbo Trio, Banda Mantiqueira, Nei Lopes, Dona Ivone Lara - de quem se tornou amiga. Essa lista vai aumentando a cada temporada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ano depois de lançar seu segundo CD, &lt;em&gt;Quando o Céu Clarear&lt;/em&gt;, parte finalmente para sua turnê oficial, com shows marcados a partir do dia 29. Aproveita também para colocar no mercado o seu DVD, com apresentações em Belo Horizonte, Salvador, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Brasília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mora em um apartamento simples em Perdizes, não tem carro e boa parte do que ganha é reservada para investir na música. "Quero ampliar meu trabalho, dando melhores condições para meus músicos e minha equipe. Também quero ter o melhor cenário", afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabiana conta com muitas parcerias, como o apoio das estilistas e designers alagoanas Ana Maia e Rosa Maria Piatti, do Viver de Arte, que elaboram um figurino exótico, ao seu gosto. "Pretinho básico não tem nada a ver comigo", avisa a cantora, que é adepta do candomblé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz da vida com o seu rumo profissional, não cansa de agradecer aos orixás e à sua mãe de santo Zezé, ialorixá de Recife, suas conquistas: amigos, viagens, reconhecimento e seu "namorido", o músico André Santos, contrabaixista de Francis Hime.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Reportagem publicada no Suplemento Feminino do Estadão&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt; em 11 de julho de 2009.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-7086912182888525011?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/7086912182888525011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/07/fabiana-cozza-e-exemplo-entre-as.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/7086912182888525011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/7086912182888525011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/07/fabiana-cozza-e-exemplo-entre-as.html' title='Salve Fabiana Cozza!'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/Sly1oRH3MwI/AAAAAAAAABc/bRPP_-6I3FE/s72-c/coz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-399566787074163041</id><published>2009-07-05T20:24:00.004-03:00</published><updated>2009-07-06T11:25:59.721-03:00</updated><title type='text'>na agenda: Feriado Pessoal</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Esse blog foi criado no início do nosso projeto, de fazer um livro-reportagem sobre o samba de São Paulo. A idéia continua, mas o enfoque será nelas, nas belas e poderosas representantes femininas do ritmo na capital. Falando nelas, nas belezas e no samba, segue a matéria da Agência Estado, de 2 de julho, sobre o segundo disco de Bruna Caram: Feriado Pessoal.&lt;/span&gt; &lt;img style="margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 280px; display: block; height: 239px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355123177016781858" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/SlE4KCaL7CI/AAAAAAAAABU/uwcnosvzu2o/s400/bruna.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;SÃO PAULO - Bruna Caram começa a divulgar seu novo lançamento, o disco "Feriado Pessoal". Foram seis meses de preparo entre escolha de repertório, gravação e mixagem ao lado do produtor Alexandre Fontanetti. As 12 canções que compõem o disco energizam, são ?para um dia de sol nas férias?, como diz a cantora. A ex-Trovadores Mirins e Urbanos quer mostrar que a MPB também pode andar lado a lado com a alegria e aposta em uma sonoridade mais pop para conquistar o público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do samba melancólico fundido à letras e melodias de fossa, Bruna acha que o cenário já está bem preenchido. ?Adoro sons para chorar, mas acho que o público está sentindo falta de músicas para se sentir bem, para esquecer desse ambiente caótico e cinza em que vivemos?, explica. Desde a capa do CD, o fio condutor de Feriado Pessoal é essa busca da cura através das suas faixas. ?A minha foto colorida no edifício Copan com a cidade cinza ao fundo é a cara do disco.?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No repertório, além da faixa-título composta por ela, há músicas de Lô Borges ("Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor"), Guilherme Arantes ("Cuide-se Bem") e Caetano Veloso ("Gatas Extraordinárias"). ?A escolha do Caetano foi natural. Cantava essa música aos 18 anos em uma banda que se apresentava em bares. Ficou bem diferente da versão da Cássia Eller.? Em São Paulo, os shows de lançamento do CD serão nos dias 7 e 8 de agosto, no Tom Jazz&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-399566787074163041?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/399566787074163041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/07/na-agenda-feriado-pessoal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/399566787074163041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/399566787074163041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/07/na-agenda-feriado-pessoal.html' title='na agenda: Feriado Pessoal'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/SlE4KCaL7CI/AAAAAAAAABU/uwcnosvzu2o/s72-c/bruna.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-3215791313078448363</id><published>2009-07-04T18:36:00.005-03:00</published><updated>2009-07-06T11:23:01.819-03:00</updated><title type='text'>Mart'nália no Sesc Pompéia</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/Sk_OZgTF8rI/AAAAAAAAABM/2QQwU9PzI7c/s1600-h/DSC02022.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/Sk_OZgTF8rI/AAAAAAAAABM/2QQwU9PzI7c/s400/DSC02022.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354725419528876722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nesta última quinta-feira, 2 de julho, assistimos o incrível show de &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Mart'nália&lt;/span&gt;, no &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Sesc Pompéia&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Mesmo gripada e com o friozinho de Sampa, Mart'nália mostrou a que veio e não deixou ninguém sem tirar os pés do chão.&lt;br /&gt;O show começou com "Don't Worry, Be happy", sucesso absoluto de Bobby McFerrin, adaptado pela cantora para um suingado samba carioca.&lt;br /&gt;Além de suas músicas, Mart'nália cantou a lindíssima música de Djavan, "Alívio", "Sem Dizer Adeus", de Paulinho Moska e "Vai Passar" de Chico Buarque, relembrando grandes compositores brasileiros num ritmo contagiante que não deixou ninguém parado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Filha de um grande sambista, Martinho da Vila, Mart'nália, como apelidou seu pai, tem 7 discos gravados e dois dvds:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;— MART’NÁLIA, LP - 1987;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;— MINHA CARA, CD - 1997;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;— PÉDO MEU SAMBA, CD - 2002;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;— MART’NÁLIA AO VIVO, CD - 2004;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;— MART’NÁLIA AO VIVO, DVD - 2005;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;— MENINO DO RIO, CD - 2005;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;— MART’NÁLIA AO VIVO EM BERLIM, CD/DVD - 2006;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;— MADRUGADA, CD - 2008.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O que impressiona na cantora, além do suingado doce e do seu timbre forte e ao mesmo tempo singelo, é a sua capacidade de percussionista de quase todos os instrumentos de ritmo. Como seu pai mesmo disse: “Que cantora!… O seu canto é doce, negro, suingado e o seu timbre é especial. Compositora popular, é minha parceira e membro da Ala de Compositores da E.S.Unidos de Vila Isabel”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-3215791313078448363?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/3215791313078448363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/07/martnalia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/3215791313078448363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/3215791313078448363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/07/martnalia.html' title='Mart&apos;nália no Sesc Pompéia'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/Sk_OZgTF8rI/AAAAAAAAABM/2QQwU9PzI7c/s72-c/DSC02022.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-2556963519173327171</id><published>2009-06-28T22:03:00.000-03:00</published><updated>2009-06-28T22:07:28.974-03:00</updated><title type='text'>Martinália</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CLuiza%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:"\0022"; 	panose-1:0 0 0 0 0 0 0 0 0 0; 	mso-font-alt:"Times New Roman"; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:roman; 	mso-font-format:other; 	mso-font-pitch:auto; 	mso-font-signature:0 0 0 0 0 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Martinália não é daquelas cantoras que estão em todas as paradas das rádios, e isso não é de longe indício de que suas canções não são boas. Pelo contrário, seu canto é natural, seu gingado encanta, envolve, vicia. Além do sucesso no Brasil, ela também se destaca nos Estados Unidos e Europa - um dos seus 7 CDs já foi lançado &lt;st1:personname productid="em Portugal. Madrugada" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em Portugal. Madrugada" st="on"&gt;em  Portugal. Madrugada&lt;/st1:personname&gt;&lt;/st1:personname&gt;, seu último disco, é uma homenagem às noites que ela passa acordada, uma mostra de que m&lt;i&gt;uitas coisas podem estar só começando quando o relógio bate meia-noite*.&lt;/i&gt; Com produção de Arthur Maia e Celso Fonseca, o disco conta com a participação de Paulinho Moska, Mombaça, Jorge Agrião, Evandro Lima e Thiago Mocotó. Esta semana ela, uma das principais representantes femininas do samba nacional, se apresenta no SESC Pompéia. Fica aqui um aperitivo, a música Cabide, parceria de Martinália com Ana Carolina.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Xb8J9kfG2lk&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Xb8J9kfG2lk&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*texto de Marcus Preto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-2556963519173327171?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/2556963519173327171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/06/martinalia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/2556963519173327171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/2556963519173327171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/06/martinalia.html' title='Martinália'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-7507026021139305405</id><published>2009-06-26T19:38:00.003-03:00</published><updated>2009-06-26T20:44:06.796-03:00</updated><title type='text'>Tias Baianas Paulistas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/SkVPV3WSYKI/AAAAAAAAABE/lrQhhrVCkYI/s1600-h/sam"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px; display: block; height: 400px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351770969252978850" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/SkVPV3WSYKI/AAAAAAAAABE/lrQhhrVCkYI/s400/sam" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;Outro projeto notável do produtor Gustavo Melo é o Tias Baianas Paulistas, um documentário que retrata o grupo idealizado por Valter Cardoso, o Valtinho das Baianas entre 1994 e 1995, e mantido por sua esposa, Dona Nadyr, sua cunhada e suas amigas baianas de diversas escolas de samba, entre elas Nenê de Vila Matilde, Camisa Verde e Vai-vai. Mais uma  mostra da presença feminina no samba da cidade de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As Tias Baianas Paulistas deram continuidade ao projeto de Valtinho após sua morte e hoje se apresentam em diversos locais, muitas vezes com a roda de samba Kolombolo diá Piratininga, um grupo fundado em 2002 com a idéia inicial de fazer um grêmio recreativo nos moldes dos antigos cordões, mas que hoje realiza pesquisas, oficinas culturais, encontros, shows e gravações de CD's com o objetivo de trazer ao conhecimento do público a história do samba paulistano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos encontros das Tias Baianas Paulistas com o pessoal do Kolombolo, são cantados sambas clássicos paulistanos de Adoniram Barbosa, Zeca da Casa Verde, Toniquinho Batuqueiro, Geraldo Filme, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No documentário sobre as Tias Baianas, Gustavo Mello mostra a rotina das baianas, suas atividades como mães, esposas, avós, donas de casa, trabalhadoras e, até estudantes de primeiro grau, paralelo a paixão delas pelo samba, pela ala das baianas, além da dedicação à feijoada mensal e ao próprio grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já na casa da terceira idade, essas mulheres são gente simples. Vivem um dia-a-dia como muitas outras mulheres. Cozinham, levam os netos na escola, vão ao médico, lavam roupa, têm suas alegrias e tristezas. Mas têm, também, algo que as diferencia das mulheres comuns: são apaixonadas por samba e criaram um universo entre elas para contemplar e não deixar o samba morrer. Neste universo, elas ensaiam e se apresentam na ala das baianas. O cuidado vai desde a produção da fantasia, até a arte de amarrar delicadamente um turbante. "A baiana manda energia para todo mundo", diz uma delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez por mês, se reúnem na casa da Dona Nadyr, viúva de Valtinho das Baianas, e preparam de 2 a 3 panelas de feijoada, que são levadas pelo seu filho até a Praça do Aprendiz das Letras, na Rua Belmiro Braga, da Vila Madalena, onde recebem um público que está lá para admirar a beleza destas baianas, ouvir um bom samba e comer a feijoada preparada por elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste documentário, nota-se a força e determinação das mulheres na tentativa de preservar o samba paulista. Uma delas afirma que é um trabalho que muitas jovens não pensam e não tem força para fazer. "O velho prospera", diz uma das baianas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-7507026021139305405?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/7507026021139305405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/06/tias-baianas-paulistas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/7507026021139305405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/7507026021139305405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/06/tias-baianas-paulistas.html' title='Tias Baianas Paulistas'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/SkVPV3WSYKI/AAAAAAAAABE/lrQhhrVCkYI/s72-c/sam' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-7926968455365513721</id><published>2009-06-25T00:10:00.004-03:00</published><updated>2009-06-25T00:19:08.396-03:00</updated><title type='text'>"O Mistério do Samba"</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/SkLr8kllWqI/AAAAAAAAAA8/K9rKEVW2meQ/s1600-h/portela.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351098733115562658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 266px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/SkLr8kllWqI/AAAAAAAAAA8/K9rKEVW2meQ/s400/portela.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para os que ainda não assistiram, aqui fica uma indicação, que vale bastante a pena: o documentário “O Mistério do Samba” sobre a Velha Guarda da Portela. Dirigido por Lula Buarque de Holanda (sobrinho de Chico Buarque) e Carolina Jabor (filha de Arnaldo Jabor), Marisa Monte (produtora do filme), Paulinho da Viola e Zeca Pagodinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia do documentário surgiu em 1998, quando Marisa Monte resolveu resgatar sambas esquecidos para a produção do cd Tudo Azul, que resultou num trabalho belíssimo, que conta também com músicas inéditas encontradas durante sua caminha pela Portela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos destaques do documentário é a cena em que Marisa Monte visita a casa da viúva do portelense e acha um samba inédito de Manacéa, além de letras manuscritas e fitas cassete guardadas em uma maleta, como se não tivessem importância. Nesse ponto, dá para notas a simplicidade daqueles que participam da história do samba e do não estrelato, lógico que com algumas exceções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme demorou 10 anos para ser gravado e apresenta-se em 1h30min. Ao final, uma visão geral e bastante apaixonada sobre a Portela é passada ao telespectador e o incrível do documentário é que ele não finaliza o assunto, por tanto deixa aquela pontinha de vontade no público de pesquisar mais e, lógico, de visitar a tão famosa Portela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, Marisa explica seu amor às composições: “Com esses sambas, sabia que a vida ia ser melhor”. No que é apoiada por Carolina Jabor: “O samba faz com que a vida valha a pena”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mais informações - &lt;a href="http://www.omisteriodosamba.com.br/"&gt;http://www.omisteriodosamba.com.br/&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-7926968455365513721?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/7926968455365513721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/06/o-misterio-do-samba.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/7926968455365513721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/7926968455365513721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/06/o-misterio-do-samba.html' title='&quot;O Mistério do Samba&quot;'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/SkLr8kllWqI/AAAAAAAAAA8/K9rKEVW2meQ/s72-c/portela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-4053743654145549392</id><published>2009-06-22T21:24:00.004-03:00</published><updated>2009-06-22T21:32:02.428-03:00</updated><title type='text'>Walter Alfaiate</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este blog tem o intuito de promover o samba produzido em sampa, mas, quando recebemos um mestre do samba na nossa cidade, não podemos deixar de comentar. De 19 a 25 de junho, às 18h30, o cine sesc exibe o documentário &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Walter Alfaiate - A Elegância do Samba&lt;/span&gt;. Na quarta-feira, dia 24, exibição especial às 21h30, com a presença de Walter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido em 1930 e criado em Botafogo, Walter era frequentador assíduo dos blocos carnavalescos cariocas. O apelido é uma alusão a sua profissão, alfaiate, que começou aos 13 anos. Foi integrante da Ala de compositores do bloco da Mocidade Alegre de Botafogo, Bloco do Funil, São Clemente e Foliões de Botafogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do samba de qualidade, Walter só foi reconhecido quando conheceu outro ilustre morador de Botafogo: Paulinho da Viola, que gravou três canções de Alfaiate: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Coração Oprimido, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A.M.O.R. Amor&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cuidado, Teu Orgulho Te Mata&lt;/span&gt;. Walter foi crooner em Copacabana e compos mais de 200 sambas. Na década de 80 entrou para a Portela, mas mesmo apesar da trajetória e de ser referência em samba no Rio, ele nunca teve seu talento reconhecido pelas gravadoras (o que não é muito raro na história de muitos sambistas no País todo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu único disco foi Olha Aí, de 1998, produzido por Aldir Blanc e Marco Aurélio. Aldir, aliás, é um dos artistas que participa do documentário, que conta com a presença de Sérgio cabral, Regina Casé, Paulinho da Viola, Beth Carvalho, Cristina Buarque de Hollanda, Zeca Pagodinho e Nei Lopes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/LgUlR-Czk5E&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/LgUlR-Czk5E&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-4053743654145549392?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/4053743654145549392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/06/walter-alfaiate.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/4053743654145549392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/4053743654145549392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/06/walter-alfaiate.html' title='Walter Alfaiate'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-3696774598692199008</id><published>2009-06-21T14:17:00.003-03:00</published><updated>2009-06-21T14:24:51.485-03:00</updated><title type='text'>Oswaldinho da Cuíca</title><content type='html'>&lt;div&gt;Matéria com Oswaldinho da Cuíca, um personagem por vezes adorado, por vezes odiado, mas imprecindível na história do samba paulista. Revista E, mês de junho. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349832859897385506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 133px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/Sj5spDXlUiI/AAAAAAAAAAs/KKHKE0xxIEI/s400/O_poder_do_batuque_abre.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O músico e pesquisador Oswaldinho da Cuíca fala sobre a memória do samba paulista e sua militância pela produção da periferia&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Osvaldo Barros, Oswaldinho da Cuíca para todo o mundo do samba e da MPB, nasceu no bairro do Bom Retiro, em São Paulo, em pleno carnaval de 1940. Teve infância pobre e uma trajetória difícil: “Vivendo só de música eu cheguei a passar fome”, diz. Mesmo assim, ficou conhecido no Brasil e no exterior como um dos maiores sambistas da música brasileira. Com a bandeira do samba genuinamente paulista em punho – e seu ritmo e história impressos em cada batuque –, Oswaldinho já tocou com lendas como Adoniran Barbosa, Geraldo Filme, Germano Mathias, Ismael Silva, Zé Kéti e Nelson Sargento, entre outros artistas da música nacional.&lt;br /&gt;Entre as contribuições do ritmista ao samba e ao carnaval paulista estão a fundação da Ala de Compositores da escola de samba Vai-Vai e a participação na criação da Gaviões da Fiel e da Acadêmicos do Tucuruvi. No início da década de 1990, integrou uma série de projetos de valorização do samba e da música popular brasileira e, em 1997, intensificou as pesquisas sobre a memória do samba paulista. Essa veia rendeu frutos, como o livro Batuqueiros da Pauliceia – Enredos do Samba de São Paulo, em parceria com André Domingues (editora Barcarolla), lançado no Sesc Pompeia em maio, com uma série de shows. “Minha militância é quase exclusiva no samba de São Paulo, no samba rural e no samba de periferia”, disse em depoimento à Revista E, pouco antes de seguir para o projeto Cooperifa, no Capão Redondo, Zona Sul de São Paulo, para assistir a uma sessão do documentário Cidadão Samba, dirigido por ele, por Toni Nogueira e Simone Soul e lançado no Sesc Consolação, no início do ano. O filme resgata a história do samba paulista por meio de um de seus principais representantes:“É um trabalho que tem uma função, que não foi feito para mostrar a minha música”, diz o protagonista Oswaldinho. “É um filme que tem um conteúdo inédito e que não está escrito em livro nenhum.” &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A seguir, trechos da conversa:&lt;br /&gt;Tive uma infância muito pobre. Minha mãe era de Mogi das Cruzes – região que, em 1930, era um mato só, era interior. Ela se casou com meu pai, que era filho de italianos, mas eles se separaram depois de um ano – eles tentaram de novo, mas não deu certo. Com isso, a coisa ficou muito difícil para nós. Minha mãe foi trabalhar como empregada doméstica – foi o que ela conseguiu porque não tinha instrução nenhuma – e a patroa dela queria alguém que não tivesse filhos para poder dormir no emprego. Por isso, fui morar com a minha avó em Poá, outro fim de mundo, não tinha nem luz elétrica. Fiquei lá até meus oito anos, depois vim morar com uma tia em São Paulo – essa minha tia também era muito pobre, vendia frutas na rua. E foi em São Paulo que começou a minha vida de batucadas. Fui trabalhar como engraxate, com 13, 14 anos, em frente a um bilhar, na avenida Tucuruvi, que aos sábados tinha gafieira, e tomei gosto pelas batucadas. Depois disso, entrei nos cordões – antigamente não tinha escolas de samba em São Paulo – e não parei mais. Até que, de 1957 para 1958, o Corisco, da Editora Arlequim [editora era como eram chamadas as gravadoras] – que trabalhou com o Chico Buarque, com o Caetano Veloso, Gilberto Gil, Jorge Ben Jor, foi ele que começou a gravar com esses grandes da Record [refere-se aos festivais de música da TV Record que revelaram muitos nomes da MPB hoje famosos] –, começou a me levar para o estúdio para eu gravar com o Walter Wanderley e com outras pessoas famosas, nacionais e internacionais – porque vinha gente de outros países gravar aqui também. Foi assim que me profissionalizei. Em seguida, em 1959, ingressei no teatro de Solano Trindade – um pernambucano que tinha ido para o Rio de Janeiro e depois veio para São Paulo, um dos maiores nomes da cultura negra no Brasil, um grande poeta – que foi uma das minhas escolas. A outra foi meu convívio com um dos maiores gaúchos de todos os tempos, Luiz Carlos Barbosa Lessa, folclorista e compositor dos mais importantes do Sul.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A obra&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Disco meu mesmo eu não tenho muito, não. Na verdade, eu me considerava mais instrumentista, músico de acompanhar. Eu fui o que mais gravou no Brasil. Até os anos de 1990, eu gravava com todo mundo, três, quatro sessões por dia. Eu gravei com tudo quanto foi artista deste país. Por isso, não me interessava em compor ou cantar, porque eu gostava de sambar nas escolas de samba, sambar no pé, e tocar cuíca, pandeiro, surdo, eu gostava era de tocar. Meu primeiro disco [Osvaldinho da Cuíca e Grupo Vai-Vai] é de 1974. Gravei pela Marcos Pereira, quando ela fez o mapa musical do Brasil – foi um dos primeiros registros em disco a mapear o Brasil. Depois, em 1984, fiz outro LP [Preto no Branco, pelo selo Som da Gente] – e, em seguida, gravei vários compactos, porque, como eu gravava muito samba enredo, dá impressão de que eu tenho muita coisa gravada, mas é porque eu tinha sempre um samba enredo campeão e que era gravado. Meu primeiro CD foi A História do Samba Paulista [1999], pela CPC Umes – ele nunca sai de catálogo, é muito procurado. Quando eu estava muito doente, comecei a fazer um monte de coisas. Fiz esse CD mais recente – Osvaldinho da Cuíca Convida – Em Referência ao Samba Paulista [2006, pelo selo Rio 8], com a participação de Demônios da Garoa, Jair Rodrigues, Quinteto Em Branco e Preto, Tobias da Vai-Vai, enfim, muita gente boa. E, nesse CD, na metade dele, eu escrevi músicas de cunho regional, sambas rurais, e a outra metade saiu com sambas urbanos, com a influência carioca. Mas, antes disso [em 2004], fiz um CD só com músicas clássicas [O Clássico Visita o Samba]. Eu e o Lelis [pianista e compositor carioca] no piano. Então só Beethoven, Bach, Mozart, todos os clássicos do passado em ritmo de samba. Foi nessa época que saiu o meu livro [Sampa, Samba, Sambista – Osvaldinho da Cuíca, Edição do Autor, de Maria Apparecida Urbano] e começou a ser feito o documentário, o Cidadão Samba. É um filme didático que conta a história do samba, de quem inventou os passos do samba, conta a história dos instrumentos, de onde eles vieram, a história dos cordões, do samba rural, da batucada paulista. É um filme que tem um conteúdo inédito e que não está escrito em livro nenhum. É um trabalho que tem uma função, que não foi feito para mostrar a minha música.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Militância no samba&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em 1974, quando fiz meu primeiro LP pela Marcos Pereira, foi tudo muito às pressas. Veio um produtor do Rio, chamado Pedro Maranguape, que não conhecia direito o meu trabalho e me fez gravar algumas músicas – do Paulinho da Viola, do Benito de Paula –, e com isso eu gravei apenas duas músicas minhas e do Papete, que era o meu parceiro. E o José Ramos Tinhorão, no Jornal do Brasil, escreveu meia página com o título: O que impera no meio não é a virtude, é a mediocridade. E falou muito mal do disco. Ele começou a reportagem dizendo que tinha sido lançado um LP pela Marcos Pereira, disse que era um grande selo por retratar a cultura musical do Brasil, disse que o disco era meu e que, apesar de eu ser um grande sambista de São Paulo, tinha enveredado pelo caminho da mesmice, não acrescentando nada ao gênero regional de São Paulo. Disse que eu tinha copiado o samba de padrões cariocas. Eu tomei um choque com aquilo. Peguei aquela crítica e li, reli, e pensei: “E não é que o Tinhorão está certo?” Aquele produtor não tinha mesmo me deixado cantar as minhas músicas. Aí aceitei o puxão de orelha como uma crítica construtiva. Depois disso, de 1974 para cá – como eu vi muitos movimentos musicais e aqueles dos quais eu não participei eu ouvi a história dos antigos (seu Dionísio Barbosa, que nasceu em 1891, seu Zezinho do Banjo, que é de 1911, o Geraldo Filme, que nasceu em 1927) –, eu resolvi colocar isso em prática. Hoje a minha militância é quase que exclusiva no samba de São Paulo, no samba rural e no samba de periferia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“(...) eu não me interessava em compor ou cantar porque eu gostava de sambar nas escolas de samba, sambar no pé, e tocar cuíca, pandeiro, surdo, eu gostava era de tocar”&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-3696774598692199008?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/3696774598692199008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/06/oswaldinho-da-cuica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/3696774598692199008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/3696774598692199008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/06/oswaldinho-da-cuica.html' title='Oswaldinho da Cuíca'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/Sj5spDXlUiI/AAAAAAAAAAs/KKHKE0xxIEI/s72-c/O_poder_do_batuque_abre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-3172925454327941609</id><published>2009-06-18T00:05:00.003-03:00</published><updated>2009-06-18T00:39:34.718-03:00</updated><title type='text'>Tia Ciata</title><content type='html'>Hilária Batista de Almeida, Tia Ciata, a baiana mais conhecida do samba. Era em sua casa que aconteciam as festas que acolheram os compositores pioneiros desse estilo musical no Rio.  Foi lá que nasceu o famoso "Pelo Telefone". Suas festas duravam dias, com direito a choro, samba de partido-alto e batucada no terreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascida em Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo Baiano, ela foi uma das principais lideranças dos negros do Rio de Janeiro, onde, à época, era um espaço de indentidade da cultura afrodescendente. Apesar dessa relação com os mais pobres, ela era muito respeitada pela elite carioca, pois comandava baianas que vendiam roupas para clubes carnavalescos oficiais, sem falar nos deliciosos doces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Curiosidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O escritor, folclorista e musicólogo do modernismo brasileiro, Mário de Andrade, mencionou Tia Ciata em seu principal romance: &lt;em&gt;Macunaíma, o herói sem caráter&lt;/em&gt;. No livro, o escritor descreve uma cerimônia de macumba na casa de Ciata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Era junho e o tempo estava inteiramente frio. A macumba se rezava lá no Mangue no zungu da Tia Ciata, feiticeira como não havia outra, mãe-de-santo famanada e cantadeira ao violão. Às vinte horas Macunaíma chegou na biboca levando debaixo do braço o garrafão de pinga obrigatório. Já tinha gente lá, gente direita, gente pobre, advogados garçons pedreiros meias-colheres deputados gatunos, toda essa gente e a função ia principiando..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizia-se que a baiana tinha habilidade com orixás que curou a perna do presidente Venceslau Brás.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-3172925454327941609?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/3172925454327941609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/06/tia-ciata.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/3172925454327941609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/3172925454327941609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/06/tia-ciata.html' title='Tia Ciata'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-2881893986481973219</id><published>2009-06-16T14:16:00.004-03:00</published><updated>2009-06-25T08:46:09.425-03:00</updated><title type='text'>Samba da Vela</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/SjfT89Rd96I/AAAAAAAAAAk/mFKi4y_pCP4/s1600-h/DSC01967.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347976126719195042" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 253px; HEIGHT: 187px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/SjfT89Rd96I/AAAAAAAAAAk/mFKi4y_pCP4/s400/DSC01967.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Um verdadeiro culto ao samba”. Confesso que quando li essa frase no site da &lt;a href="http://www.sambadavela.org.br/"&gt;Comunidade do Samba da Vela&lt;/a&gt;, achei ela um tanto quanto exagerada. Mas, ontem após ir ao Samba da Vela, percebi que a frase não é nada exagerada. Segundo o dicionário Houaiss, culto significa: “cultivar, habitar, cultuar, cuidar, tratar bem, prosperar algo...”. Esses são os valores que ficam claros logo que se chega à comunidade. Uma grande roda é feita com cadeiras e no centro estão os fundadores, compositores convidados, cavaquinho, pandeiro e tamborim, letras incríveis sobre o cotidiano, as palmas do público que acompanham o ritmo e, lógico, a vela bem ao centro. Dessa vez, foi a branca. Acessa por volta das 20h30, a vela só foi acabar às 23h30, enquanto isso o samba rolava solto e algumas manifestações, como mãos para o alto, puderam ser notadas durante as músicas, quase que como um culto religioso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Durante uma canção e outra, discussões sobre música, política, economia reúnem as diversas opiniões e dão vazão a novas composições. Como definem seus fundadores: “O samba é uma das verdades culturais mais autênticas do nosso país, porque sai do povo e volta para ele, sem que este tenha que pagar por isso. É manifesto popular, portanto, é de graça!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Samba da Vela foi fundado em 2000, por Magnu Sousá, Paquera, Chapinha e Maurílio de Oliveira. O encontro acontece todas às segundas-feiras, às 20h30, na Casa de Cultura de Santo Amaro. No dia 29 desse mês, haverá a festa junina e o samba será celebrado na rua, uma ótima opção para quem ainda não conhece. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-2881893986481973219?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/2881893986481973219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/06/samba-da-vela.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/2881893986481973219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/2881893986481973219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/06/samba-da-vela.html' title='Samba da Vela'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/SjfT89Rd96I/AAAAAAAAAAk/mFKi4y_pCP4/s72-c/DSC01967.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-3435484916098349418</id><published>2009-06-11T11:47:00.002-03:00</published><updated>2009-06-11T11:51:45.832-03:00</updated><title type='text'>Dicas.</title><content type='html'>A semana passada no show do Quinteto Branco e Preto, no Sesc Santo André, tivemos o conhecimento sobre o Samba da laje e hoje recebi de um colega essa matéria publicada no Jornal da Tarde, em 2007, por Geórgia Nicolau. Resolvi postar a matéria, mesmo sendo um pouco antiga, porque dá várias dicas dos lugares pouquíssimos divulgados e onde o samba de raiz rola solto. Estivemos presentes, há algumas semanas, no Você Vai Se Quiser e nos surpreendemos: o ambiente é super agradável e o samba arrebenta, vale a pena conferir!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O samba da laje &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Escondidinhas, rodas de samba são um fenômeno&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O poeta falou / que São Paulo enterrou o samba / que não tinha gente bamba / e não entendi porquê / Fui à Barra Funda, fui lá no Bixiga, fui lá na Nenê / me perdoa poeta, mas discordo de você”. A música Me Perdoa, Poeta é a reposta da sambista carioca Leci Brandão à famosa afirmação de Vinicius de Moraes, de que a capital paulista seria o “túmulo do samba”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Leci tem razão. Samba da Tenda, Terrero Grande, Samba do Timaia, Você Vai Se Quiser, Samba da Vela. Do centro à zona leste, para ouvir ou para dançar, relembrar ou aprender, a Capital oferece rodas para todos os gostos. A maioria nascida de uma reunião de amigos com vontade de cultuar o ritmo, nacional por excelência. Além da diversão, às vezes a única, as rodas cumprem uma função social por meio de campanhas do agasalho, arrecadação de alimentos e participação em reuniões. “Nós agimos politicamente na comunidade e buscamos melhorias”, esclarece Elisângela Simião , a Zanza do Samba da Tenda, em São Miguel Paulista. Fundada há 4 anos e com 18 músicos, a Tenda tem uma cavaquinista mulher, Elisa, a irmã de Zanza, coisa rara num meio ainda dominado pelos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debaixo de uma tenda vermelha da Coca-Cola, outro grupo ecoa bambas como Candeia, Nelson Cavaquinho, Cartola, Gonzaguinha e Geraldo Filme. É a Comunidade do Samba Passado de Glória, na ativa há três meses no bairro do Jardim Nordeste, também Zona Leste da Cidade. Mais especificamente, no bar do Seu Dimas, que em troca do samba, fornece o combustível: cervejinha e pinga com mel. Nasceu de uma reunião de amigos com o intuito de exaltar a chamada velha guarda. “Nós fazemos samba de resistência. Para nós, não importa o modismo”, explicou Alessandro de Souza Aguiar, o Bacabinha, um dos fundadores. Ironia ou não, a faixa etária da roda é em média 24 anos. Quem quiser arriscar pode se sentar. O sistema de canto é por rodízio em sentido horário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado da Cidade, em uma rua sem saída na Vila Santa Catarina, Zona Sul, uma roda veterana mostra o vigor do samba na terra da garoa. Foi na laje de dona Generosa que tudo começou, há dez anos. Com irmãos e sobrinhos músicos, a ex-copeira e faxineira fazia todos os aniversários da família, regados a muito samba e feijoada, na então recém-construída parte de cima de sua casa. A coisa foi crescendo até que um dia alguém advertiu que a laje podia cair. “Fiquei desesperada. Falei que o samba só ia continuar se todo mundo descesse”, se diverte a matriarca.E desceram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma década depois, completada no próximo mês, o Samba da Laje reúne cerca de 700 pessoas e tem equipamento de som e até dois banheiros químicos, alugados, para não aperrear os dançarinos com filas demais. Algumas coisas, porém, continuam como no início. “Em dia de samba, acordo às 3 da manhã. Gosto de fazer a feijoada sozinha”, confessa Generosa. Vendido a cinco reais, o prato é de dar inveja a muito restaurante especializado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “Samba da Praça Roosevelt”, como costuma ser chamada a roda Você Vai Se Quiser, também tem feijoada. Mas o sucesso é o mineirinho: lingüiça, calabresa, mandioca, e uma cachacinha no meio. Há quatro anos lotando o Bar da Dona Rafaela, em frente à praça, a roda é puxada pela cantora Graça Braga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no Buteco do Timaia, a especialidade é o peixe assado, que o amigo Laerte só faz no dia do samba, comandado pelos Filhos de São Matheus e integrantes do Quinteto em Branco e Preto. “A gente toca o que não se ouve na rádio”, explica Timaia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pessoal do Terrero Grande também. Originários do Projeto Morro das Pedras, um grêmio recreativo de tradição e pesquisa, seus integrantes pesquisam sambas antigos. A fama logo saiu da comunidade. Cristina Buarque, irmã de Chico, os levou para acompanhá-la e, juntos, gravaram um disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VOCÊ VAI SE QUISER&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Rua João Guimarães, 241, Centro. A partir das 15hs. 3816-3082. R$ 10&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SAMBA DA LAJE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo último domingo do mês a roda que começou na laje reúne cerca de 700 pessoas.Rua Jandi, Vila Sta Catarina. Das 14h às 21h. Com Generosa, 5566-0345. Grátis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TERRERO GRANDE&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Continuação do grupo Morro das Pedras. A roda é mensal e não tem lugar certo. Com Renato no 6106-3296&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PASSADO DE GLÓRIA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recém-criada, a roda quinzenal exalta o passado do samba. Largo Juparanã, nº3, Jd. Nordeste, Metrô Patriarca. Das 13h às 18h. 9704-0650. Grátis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SAMBA DA TENDA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A roda acontece quinzenalmente. Clube da Comunidade Tide Setúbal, Rua Mário Dallari, 170, São Miguel Paulista. Com Zanza, 8254-6781&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BUTECO DO TIMAIA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A roda mensal é comandada pelos Filhos de São Matheus. Rua João do Canto e Mello, 321. Pq. São Rafael. Contato c/ Timaia 6753-5042. Grátis&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-3435484916098349418?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/3435484916098349418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/06/dicas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/3435484916098349418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/3435484916098349418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/06/dicas.html' title='Dicas.'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-4524728884927671192</id><published>2009-06-08T22:58:00.004-03:00</published><updated>2009-06-08T23:04:15.514-03:00</updated><title type='text'>Clara Nunes</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CLuiza%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="metricconverter"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:"Trebuchet MS"; 	panose-1:2 11 6 3 2 2 2 2 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:swiss; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:647 0 0 0 159 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} p 	{mso-margin-top-alt:auto; 	margin-right:0cm; 	mso-margin-bottom-alt:auto; 	margin-left:0cm; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Clara Francisca Gonçalves Pinheiro. Mineira, filha de violeiro e tecelão, nascida em 1943.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"  class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Ficou órfã de pai e mãe antes dos 5 anos, sendo criada pelos irmãos. Entre suas principais influências musicais estavam &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Carmem Costa&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ângela Maria&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Elizeth Cardoso&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dalva de Oliveira&lt;/span&gt;. Aos 14 anos, ela ganhou o primeiro concurso, cantando &lt;i style=""&gt;Recuerdos de Ypacaraí. &lt;/i&gt;Clara se mudou para Belo Horizonte após o assassinato de um namorado (cometido pelo seu próprio irmão). Lá, trabalhava como tecelã durante o dia e estudava a noite. As noites de sábado e domingo eram dedicadas para ensaios na igreja do bairro onde morava. Nesta época, Clara conheceu o compositor do hino do Cruzeiro, Jadir Ambrósio, que a levou para programas de rádio, como o &lt;i style=""&gt;Degraus da Fama&lt;/i&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Em 1960, já com adotando o sobrenome da mãe – Nunes -, ela venceu mais a categoria mineira do concurso &lt;i style=""&gt;A Voz de Ouro do ABC&lt;/i&gt;, interpretando &lt;i style=""&gt;Serenata do Adeus&lt;/i&gt; música de Vinícius de Moraes e já gravada também por Elizeth. Na final nacional ela ficou com o terceiro lugar, com a canção &lt;i style=""&gt;Só Adeus&lt;/i&gt;. A partir daí a carreira deslanchou. Três anos consecutivos considerada a melhor cantora de Minas, &lt;i style=""&gt;crooner&lt;/i&gt; em clubes e boates da capital mineira, alguns trabalhos com Milton Nascimento e um programa exclusivo na TV Itacolomi, o &lt;i style=""&gt;Clara Nunes Apresenta&lt;/i&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Já no Rio de Janeiro, para onde foi em 1965 e passou a se apresentar na Continental, foi contratada pela Odeon. No ano seguinte lançou o LP &lt;i style=""&gt;A voz adorável de Clara Nunes&lt;/i&gt;, e tempos depois &lt;i&gt;Você passa e eu acho graça&lt;/i&gt;&lt;span style=""&gt;, seu primeiro sucesso. Em 1972, realizou seu primeiroshow, &lt;i&gt;Sabiá, sábio, &lt;/i&gt;e lançou o disco &lt;i&gt;Clara, Clarice,&lt;/i&gt;&lt;/span&gt; &lt;i&gt;Clara&lt;/i&gt;&lt;span style=""&gt;, com letras de Caetano Veloso, Dorival Caymmi e compositores de escola de samba. O LP seguinte, &lt;i&gt;Tristeza pé no chão,&lt;/i&gt; vendeu mais de 100 mil cópias, e logo em seguida partiu para Europa gravar &lt;i&gt;Brasília&lt;/i&gt;. Quando voltou ao Brasil, gravou A&lt;i&gt;lvorecer&lt;/i&gt;, que estourou nas paradas nacionais com &lt;b style=""&gt;Conto de Areia. &lt;/b&gt;Nos anos seguintes ainda lançou os LPs&lt;b style=""&gt; &lt;/b&gt;&lt;i&gt;Claridade, Canto das três raças, As forças da natureza,&lt;/i&gt;&lt;/span&gt; G&lt;i&gt;uerreira,&lt;/i&gt; &lt;i&gt;Esperança&lt;/i&gt;,&lt;i&gt; Brasil mestiço (&lt;/i&gt;&lt;span style=""&gt;com o &lt;/span&gt;sucesso&lt;i&gt; Morena de Angola – canção de Chico Buarque escrita para Clara), Clara e Nação, &lt;/i&gt;seu último disco. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Em abril de &lt;st1:metricconverter productid="83, a" st="on"&gt;83, a&lt;/st1:metricconverter&gt; cantora se submeteu a uma cirurgia de varizes. Apesar dos rumores de que ficou internada 28 dias por conta de um aborto, tentativa de suicídio ou espancamento do marido -Paulo César Pinheiro -, Clara faleceu após um choque anafilático. Em seu enterro, mais de 50 mil pessoas foram à quadra da Portela, sua escola de coração. Em sua homenagem, a rua onde fica a sede da escola recebeu seu nome. &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object style="font-family: trebuchet ms;" width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/3g8-hvmjjOY&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/3g8-hvmjjOY&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-4524728884927671192?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/4524728884927671192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/06/clara-nunes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/4524728884927671192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/4524728884927671192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/06/clara-nunes.html' title='Clara Nunes'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-3874519651780258761</id><published>2009-06-05T11:08:00.004-03:00</published><updated>2009-06-05T15:47:32.944-03:00</updated><title type='text'>Um Homem de Moral</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estréia hoje nos cinemas &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Um Homem de Moral&lt;/span&gt;, documentário de Ricardo Oliveira sobre a obra do músico (e zoólogo) Paulo Vanzolini.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/Sikn6QysPmI/AAAAAAAAAAc/SE7wUqdNZdE/s1600-h/paulovanzolini.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 236px; height: 175px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/Sikn6QysPmI/AAAAAAAAAAc/SE7wUqdNZdE/s400/paulovanzolini.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343846314745282146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com Chico Buarque, Márcia, Adoniran Barbosa, Martinho da Vila, Miúcha, Paulinho da Viola, Inezita Barroso, Elton Medeiros e muitos outros, o autor de mais de 70 canções e 150 artigos acadêmicos, revive sua história, revisita sua obra e relembra os velhos tempos boêmios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vanzolini, que prefere ser lembrado por seus feitos dentro da zoologia e nunca pensou em tornar-se músico profissional, é autor de "Ronda" e "Volta Por Cima", dois sucessos incontestáveis para o Samba Paulistano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, para Vanzolini, foi inspiração para suas melhores composições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale a pena conferir e prestigiar esse grande nome do Samba Paulista!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-3874519651780258761?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/3874519651780258761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/06/um-homem-de-moral.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/3874519651780258761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/3874519651780258761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/06/um-homem-de-moral.html' title='Um Homem de Moral'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/Sikn6QysPmI/AAAAAAAAAAc/SE7wUqdNZdE/s72-c/paulovanzolini.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-5016448558452737532</id><published>2009-06-03T19:34:00.001-03:00</published><updated>2009-06-03T19:41:20.382-03:00</updated><title type='text'>Madrinha Eunice</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A semana passada estive com o Gustavo Mello, produtor do documentário Samba A Paulista – Fragmentos de uma história esquecida. Conversando sobre as mulheres que participaram da história e do desenvolvimento do samba na capital, Gustavo citou a Madrina Eunice e me contou um pouco sobre sua história. Pesquisando, depois,  sobre ela me surpreendi. Madrina Eunice, pouquíssimo lembrada, é uma figura determinante no carnaval paulista.  Por isso, esse post é dedicado a ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deolinda Madre, nascida no interior de piracicaba, foi a fundadora da primeira escola de samba de São Paulo. Madrinha Eunice como ficou conhecida, fundou a Lava Pés, na capital paulistana, depois de ir ao Rio de Janeiro e vislumbrar as escolas de samba carioca. O fato foi muito ousado para a sociedade da época, sendo ela mulher, negra e pobre. Em 1937 se inspirando no córrego da antiga rua dos Lavapés, onde negros e viajantes tinham de limpar seus pés para pisar na "parte nobre" da cidade, fundou-se a mais antiga escola de samba em atividade na cidade de São Paulo. Talvez intuída, Madrinha Eunice, a partir deste momento, dentro do cenário em que vivia, juntou sobre a proteção do estandarte de sua escola de samba todos os instrumentos e elementos para que este grupo de pessoas conseguisse ganhar a cidade. Cantando músicas de Carmem Miranda e outras populares de seu tempo, a escola foi conseguindo popularidade; se transformando na matriarca de várias escolas do carnaval paulistano, como Vila Mariana e Peruche, vencendo na década de 40 e 50 dezenove carnavais e rompendo muitos paradigmas. Hoje, porém a mesma vive uma realidade diferente. Com o surgimento do que muitos chamam de "evolução" carnavalesca, a escola perdeu sua notoriedade. Eunice, apostando no tradicionalismo, fez com que a escola perdesse a "competitividade" dentro da evolução de nosso atual carnaval moderno. Em 1995 com 87 anos, Madrinha Eunice morreu, passando o estandarte para Rosimeire Marcondes de Moraes sua neta, a qual sabe de cor a história da escola de coração de sua avó. Hoje esquecida na baixada do Glicério, sem sede própria e sem quadra para ensaio, Rosemeire luta para manter viva a chama da Lava Pés, ícone do samba e da cultura paulista, conquistada e fundada por uma mulher.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-5016448558452737532?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/5016448558452737532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/06/madrinha-eunice.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/5016448558452737532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/5016448558452737532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/06/madrinha-eunice.html' title='Madrinha Eunice'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-1648422846694495723</id><published>2009-05-27T22:11:00.001-03:00</published><updated>2009-05-27T22:13:29.604-03:00</updated><title type='text'>Blecaute</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Otávio Henrique de Oliveira, mais conhecido como Blecaute, foi um grande sambista dos carnavais das décadas de 40,50 e 60. Órfão de pai e mãe, nascido em 05 de dezembro de 1919, no Espírito Santo do Pinhal, São Paulo, foi trazido para a capital aos seis anos de idade, onde trabalhou como engraxate e entregador de jornais na avenida São João. Nas horas livres, aproveitava para batucar na caixa e compor algumas canções. Foi assim, que ele começou a desenvolver o gosto pelas batucadas.&lt;br /&gt;Mas foi em 1941 que o cantor e compositor iniciou sua carreira, atuando na Rádio Difusora. Foi nessa época também, que Otávio Henrique de Oliveira recebeu o apelido Blecaute, pelo então Capitão Furtado.&lt;br /&gt;Blecaute transferiu-se para o Rio de Janeiro em 1942, onde gravou seu primeiro grande sucesso O Braguinha e foi contratado pela Rádio Tamoio, atuando ainda nas Rádios Mauá e Nacional. Foi com toda essa exposição nas rádio que Blecaute atingiu o sucesso e ficou conhecido como a estrela da Rádio Nacional.&lt;br /&gt;Blecaute ficou conhecido pelas suas marchinhas de carnaval. Em cada uma delas, ele procurava descrever suas angústias e os problemas que enfrentava em uma sociedade preconceituosa – já que ele era negro – e onde só os “Doutores” se davam bem. Um dos exemplos disso é a música Chora, doutor, de J. Piedade, Orlando Guzzano e J. Campos.&lt;br /&gt;Em entrevista para o documentário ‘Blacuate – Voltei porque fiquei com saudade’, Beth Carvalho o descreve como um sambista extraordinariamente original e com uma marca única “sorriso branco e enorme, onde ele chegava, ia logo abrindo o sorriso”. Beth também afirmou que depois dele as marchinhas de carnaval perderam a graça: “Não tem mais marchinha de carnaval e de salão como as dele, esse tempo ficou para trás”.&lt;br /&gt;Dentre tantos LPs gravados por Blecaute, tem dois que marcaram sua trajetória, segundo alguns estudiosos que participaram do documentário, um deles é o Carnavália, resultado de uma turnê de shows realizadas a partir de 1968 na Boate Casa Grande, atual teatro do mesmo nome, na zona sul do Rio e do qual participaram Marlene e Nuno Roland, liderados pela cronista Eneida, que narrava a história do carnaval carioca. O outro é um LP que ele gravou em espanhol, com o objetivo da América toda poder ouvi-lo. Esse último apresenta canções de bolero, porque Blecaute acreditava que dessa forma seria mais simples para o público entender.&lt;br /&gt;Blecaute faleceu em 09 de fevereiro de 1983, aos 63 anos e como muitos outros “morreu esquecido”, conta Beth Carvalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Chora doutor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chora doutor&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Chora&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Eu sei que o medo&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;De ficar pobre&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Lhe apavora.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;O senhor tem palacete&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Pra morar&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Mais eu tenho&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Um barracão e um amor.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Ai,ai,ai, doutor &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Eu só não quero&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Ter a vida do senhor. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-1648422846694495723?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/1648422846694495723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/05/blecaute.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/1648422846694495723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/1648422846694495723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/05/blecaute.html' title='Blecaute'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-5896349545708459071</id><published>2009-05-26T22:48:00.003-03:00</published><updated>2009-05-26T23:36:17.202-03:00</updated><title type='text'>Recuperando a história: Oito Batutas</title><content type='html'>&lt;em&gt;Os Oito Batutas&lt;/em&gt; fizeram sua primeira turnê internacional em 1922. Grupo formado por negros que tocavam música popular em uma época que mestiços e negros eram considerados um empecilho para o crescimento econômico e social do País. Entre seus integrantes, nada mais nada menos que Pixinguinha e Donga. A formação chamou a atenção da sociedade carioca e foi a primeira a também tocar no luxuoso Cine Palais.&lt;br /&gt;Para a imprensa, a viagem do grupo de negros ao exterior era ruim para a imagem brasileira, em um momento em que teorias racistas incentivavam a vinda de europeus ao Brasil para o embranquecimento da população. Em meio a tudo isso, surge o sensato escritor e jornalista, Benjamim Costallat. Carioca que foi um dos únicos a reconhecer o talento e a defender os meninos desprivilegiados do Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gazeta de Notícias&lt;/em&gt; - Janeiro de 1922: "Foi um verdadeiro escândalo, quando, há uns quatro anos, os 'oito batutas' apareceram. Eram músicos brasileiros que vinham cantar nossas coisas brasileiras! Isso em plena avenida Central [atual Rio Branco], em pleno almofadismo, no meio de todos esses meninos anêmicos, frequentadores de cabarets, que só falam francês e só dançam tango argentino! No meio do intercionalismo dos costumeiros franceses, das livrarias italianas, das sorveterias espanholas, dos automóveis americanos, das mulheres polacas, do snobismo cosmopolita e imbecil! ... Não faltam censuras aos modestos 'oito batutas'. Aos heróicos 'oito batutas' que pretendiam, num cinema da avenida, cantar a verdadeira terra brasileira, através de sua música popular, sinceramente, sem artifícios nem cabotinismo, ao som espontâneo dos seus violões e dos seus cavaquinhos. "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o livro &lt;em&gt;Almanaque do Samba,&lt;/em&gt; de André Diniz, que traz essa nota do jornalista, Benjamim Costallat, homem sensato e um apreciador da música brasileira já no começo do século vinte, conjuntura de almofadismo e preconceitos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-5896349545708459071?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/5896349545708459071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/05/recuperando-historia-oito-batutas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/5896349545708459071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/5896349545708459071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/05/recuperando-historia-oito-batutas.html' title='Recuperando a história: Oito Batutas'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-347884353520925085</id><published>2009-05-25T22:57:00.007-03:00</published><updated>2009-05-25T23:14:04.054-03:00</updated><title type='text'>Não sou de briga, mas estou com a razão</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Na Barra Funda nunca mais eu voltarei/ &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Cantei meu samba, nunca mais eu trabalhei&lt;/span&gt;/&lt;/span&gt; faz sete anos que eu vivo na malandragem/ quero trabalhar mas me falta coragem/ Tenho de tudo, até anel de doutor/&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Trabalhar é pra relógio e eu não sou despertador&lt;/span&gt;/ sou malandro vestido, uso terno chapéu e sapato/ uma nega no basquete, dinheiro? comigo é mato&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A música acima foi composta para que Germano Mathias participasse do programa Aì vem o pato, na Rádio Nacional de São Paulo.&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Madusca, Moleque Madureira, Barra Funda, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;ou &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Germano Mathias&lt;/span&gt; mesmo, frequentava as praças onde ficavam os engraxates atrás de uma boa rodada de tiririca com &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Mandião, Pato N´água, Jarrão, Café e Toniquinho Batuqueiro&lt;/span&gt;. Este último, muito sábio e observador, insistia que Germano fosse tentar a sorte nas rádios. Meio contrariado, ele comecou a frequentar o samba da Ipiranga com a São João. Lá, conheceu &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Odilon Araújo&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;,&lt;/span&gt; que o convidou para o Aí vem o pato. Germano foi, mas quis compor sua música, "não queria ficar conhecido pela música dos outros". E aí veio Na Barra Funda, e aí ele virou artista de rádio e aí ele foi descoberto. E aí que ele tinha 20 anos e quem tem 20 anos tem que ter servido a sua pátria. ou tentado. e ele não tinha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" &gt;Barra Funda foi pro exército&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" &gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Até que poderia ter sido duro. Acordar, 123, sim senhor, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;põe a farda, sim senhor, lava roupa, sim senhor, corre, 123, sim senhor, flexão, obedece soldado,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; vai pro xadrez, o sol nasce quadrado aí você sossega? que nada ...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Madusca no quartel era a mesma festa, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;samba toda hora&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;.&lt;/span&gt; Até quando um colega chegou &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;enfurecido, contando que viu sua nega abrindo a fresta da janela prum mocinho. Ele bateu &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;como se fosse uma senha e ela espiou. Quebrou tudo, xingou a mulher, bateu no moço que &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;falou da mulher, até quebrou a pia. Depois voltou pro quartel e pôs-se a chorar. Dormiu. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E na cabeça de Germano, lembrou de Salvador Dali, e fez seu samba surreal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Não sou de briga/ Mas estou com a razão&lt;/span&gt;/ Ainda ontem bateram na janela/ Do meu barracão&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;/ Saltei de banda/ Peguei da navalha e disse/Pula muleque abusado/ Deixa de alegria pro meu lado/ &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Minha nega na janela/&lt;/span&gt; Diz que está tirando linha/ Êta nega tu é feia/ Que parece macaquinha/ Olhei pra ela e disse/ Vai já pra cozinha/ Dei um murro nela/ E joguei ela dentro da pia/ Quem foi que disse/ Que essa nega não cabia?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-347884353520925085?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/347884353520925085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/05/mais-uma-de-germano.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/347884353520925085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/347884353520925085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/05/mais-uma-de-germano.html' title='Não sou de briga, mas estou com a razão'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-3305135895214455740</id><published>2009-05-22T11:05:00.003-03:00</published><updated>2009-05-22T11:20:57.380-03:00</updated><title type='text'>Dica.</title><content type='html'>O portal IMS (Instituto Moreira Salles) disponibiliza mais de 100 mil gravações brasileiras a partir de 1902, data em que segundo o "Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira", foi  gravada a primeira canção no Brasil, composta por Xisto Bahia e interpretada por Baiano - "Isto É Bom". &lt;br /&gt;Outro destaque do portal é a canção "Pelo Telefone" escrita por Donga e considerada o primeiro samba gravado, em 1917, também na voz de Baiano.&lt;br /&gt;Além de músicas raras como essas, o IMS também disponibiliza sucessos de Noel Rosa, Adoniran Barbosa e muitos outros nomes do samba. As gravações fazem parte da biblioteca de colecionadores como José Ramos Tinhorão e podem ser ouvidas em Windows Media Player e QuickTime, sem custo algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale a pena conferir - &lt;a href="http://ims.bvs.br/"&gt;ims.bvs.br &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-3305135895214455740?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/3305135895214455740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/05/dica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/3305135895214455740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/3305135895214455740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/05/dica.html' title='Dica.'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-5376731333200063025</id><published>2009-05-21T14:37:00.002-03:00</published><updated>2009-05-21T15:05:11.173-03:00</updated><title type='text'>Filosofia dá samba (Por Gilberto Dimenstein)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:lucida grande;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Por Gilberto Dimenstein&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;hr  noshade="noshade" style="font-size:85%;"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style="font-family: verdana;"&gt;&lt;i&gt;Por causa de um mutirão comunitário, a escola não fechou -inovações geradas ali estão sendo replicadas &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;hr  style="height: 2px;font-family:verdana;font-size:85%;"  noshade="noshade"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;PESQUISADOR DAS raízes do samba paulista, Renato Dias resolveu estudar, na Universidade de São Paulo, tupi-guarani apenas para compor letras de rap -daí nasceu o primeiro rap numa língua indígena de que se tem notícia. Voltou para a escola, agora como professor. De novo, com uma mistura inusual: samba com filosofia. "Nunca tive uma plateia tão atenta", orgulha-se ele. A mistura surgiu de uma notícia ruim, capaz de compor uma daquelas violentas letras de rap. &lt;/span&gt; &lt;/span&gt;  &lt;center  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Agonizando numa longa crise, uma escola pública estava com data marcada para fechar as portas por falta de aluno. Renato imaginou que, talvez, aquilo pudesse acabar em samba - e acabou. Só não imaginou que daria tanto samba que o faria se transformar em professor. "Descobri um novo prazer na vida." Sem saber, iria fazer uma invenção em meio ao batuque.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; Junto com André Luiz de Albuquerque Silva (Mestre Pio), Renato se dispôs a dar aulas sobre a história do samba naquela escola (Carlos Maximiliano), vizinha à estação Vila Madalena do metrô. &lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ambos integram o grupo Kolombo, que pesquisa os ritmos africanos em São Paulo e, por isso, estão conectados com compositores de samba das escolas paulistanas, especialmente os da velha guarda.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;As letras das músicas provocavam, muitas vezes, reflexões durante as aulas. "O samba fala de todos os problemas que atingem aqueles estudantes", conta Mestre Pio, criado no bairro do Limão, cercado de cinco tradicionais escolas de samba. "Já nasci com um pandeiro na mão."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; Decidiram experimentar a leitura de textos de filosofia, em meio a uma aula em que mostraram "Ronda", de Paulo Vanzolini, uma das mais exóticas misturas paulistanas -sambista, boêmio e zoólogo formado em Harvard.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; Deu certo. Desde então, sempre que existe uma brecha, eles leem o texto de um filósofo; "Ronda", por exemplo, foi acoplada a um trecho de um livro de Nietzsche. &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Por causa de um mutirão comunitário, a escola não fechou e já tem fila de espera -inovações geradas ali, como o uso das salas vazias à noite para ensino técnico, estão sendo replicadas pelo governo estadual em mais 115 escolas. O que eles descobriram, diante do olhar atento das crianças, é que filosofia -agora matéria obrigatória nas escolas brasileiras- dá samba. &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O esforço da dupla será reconhecido publicamente. O Metrô decidiu homenagear, durante a entrega de novos trens, comunidades e os personagens que fazem a diferença na cidade. Renato Dias e Mestre Pio, que ajudaram a salvar uma escola pública, serão homenageados. &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E-mail: &lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: verdana;"&gt;&lt;a href="mailto:gdimen@uol.com.br" target="_blank"&gt;gdimen@uol.com.br&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;*Reportagem publicada na Folha de São Paulo, em 20 de maio de 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Renato Dias - Mostrando a força das raízes do Samba Paulistano&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_vmINPIIUzb0/ShWTn5DUl4I/AAAAAAAAANs/uCG8hyaSNts/s1600-h/index.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 208px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vmINPIIUzb0/ShWTn5DUl4I/AAAAAAAAANs/uCG8hyaSNts/s320/index.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338335246856525698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Nascido em 1971, no Bairro do Brás, em São Paulo, o sambista  respeita o samba como uma entidade. Realiza um trabalho de preservação da história do samba paulistano e está para lançar Antropofagia, um disco que reúne idéias antropofágicas do compositor paulistano, e sua visão do mundo na cultura brasileira, partindo de suas origens e permeando em questões contemporâneas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-5376731333200063025?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/5376731333200063025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/05/filosofia-da-samba-por-gilberto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/5376731333200063025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/5376731333200063025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/05/filosofia-da-samba-por-gilberto.html' title='Filosofia dá samba (Por Gilberto Dimenstein)'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vmINPIIUzb0/ShWTn5DUl4I/AAAAAAAAANs/uCG8hyaSNts/s72-c/index.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-7241867538813000212</id><published>2009-05-21T13:36:00.009-03:00</published><updated>2009-05-22T10:55:44.501-03:00</updated><title type='text'>Pelo Telefone</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Para chegarmos a este riquíssimo quadro de sambas e sambistas paulistanos, passamos pelo Rio de Janeiro, ou, mais precisamente, "Pelo Telefone".&lt;br /&gt;Nas primeiras páginas do seu livro &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;A Construção do Samba&lt;/span&gt;, o historiador e romancista Jorge Caldeira mostra a importância do samba para a história do Brasil e a sociedade, a confusão indefinida de autoria do primeiro samba "Pelo Telefone" e a definição do samba como gênero musical, o que abriu portas para sua comercialização e para a profissionalização do músico.&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;“O chefe da polícia / pelo telefone / manda me avisar / que na Carioca / tem uma roleta / para se jogar” &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Há quem leia este trecho e lembre da melodia da música de Gilberto Gil, "Pela Internet", que faz uma paródia fiel e moderna deste trecho de "Pelo Telefone".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"O chefe da polícia carioca / avisa pelo celular / que lá na praça Onze tem um videopôquer para se jogar" &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mas a importância de "Pelo Telefone" vai muito além da paródia de Gil.&lt;br /&gt;Discussões à parte - sobre sua autoria, o fato de ser o primeiro samba e até sobre o que inspirou a letra - "Pelo Telefone" marcou o ano de 1917.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Resultado também de uma paródia (a partir de uma reportagem publicada na época), a música lançou o samba no Brasil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O autor do samba, ou pelo menos o mais provável, é Donga. Digo provável porque o próprio contradiz sua autoria, tendo dito umas vezes que foi inspirado pela reportagem, outras que nada tinha a ver com ela, e outras que não frequentava a casa da Tia Ciata (local onde o samba vinha sendo tocado informalmente, reunindo nomes como Pixinguinha, Sinhô, João da Baiana, entre outros, e de onde teria saído o "Pelo Telefone").&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Donga registrou o samba na Biblioteca Nacional, como único compositor, omitindo inclusive a participação de Mauro de Almeida um dos parceiros na letra, mas que aparece aqui como “mero coadjuvante”. E Donga soube tirar proveito pessoal da música. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Deixando as confusões sobre a autoria de lado, o fato é que “Pelo Telefone” abriu os caminhos para o samba. Foi ela que permitiu a definição da origem e a caracterização do gênero.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(51,51,51)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(51,51,51)"&gt;Pelo Telefone&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51)"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51)"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51)"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51)"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51)"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51)"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;O chefe da folia pelo telefone manda me avisar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;que com alegria não se questione para se brincar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;O chefe da folia pelo telefone manda me avisar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;que com alegria não se questione para se brincar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Ai, ai,ai, deixa as mágoas para traz, o rapaz&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Ai, ai,ai, fica triste se és capaz e verás&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Ai, ai,ai, deixa as mágoas para traz, o rapaz&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Ai, ai,ai, fica triste se és capaz e verás&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Tomara que tu apanhes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Não tornes a fazer isso,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Tirar amores dos outros&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Depois fazer seu feitiço&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Tomara que tu apanhes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Não tornes a fazer isso,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Tirar amores dos outros&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Depois fazer seu feitiço&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Olha a rolinha, sinhô, sinhô&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Se embaraçou sinhô, sinhô&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Caiu no laço sinhô, sinhô&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;do nosso amor sinhô, sinhô&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Porque este samba sinhô, sinhô&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;É de arrepiar sinhô, sinhô&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Põe perna bamba sinhô, sinhô&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Mas faz gozar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;O chefe da polícia pelo telefone, manda me avisar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Que na carioca tem uma roleta , para se jogar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;O chefe da polícia pelo telefone, manda me avisar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Que na carioca tem uma roleta , para se jogar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Ai, ai,ai, deixa as mágoas para traz, o rapaz&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Ai, ai,ai, fica triste se és capaz e verás&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Ai, ai,ai, deixa as mágoas para traz, o rapaz&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Ai, ai,ai, fica triste se és capaz e verás&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Tomara que tu apanhes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Não tornes a fazer isso,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Tirar amores dos outros&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Depois fazer seu feitiço&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Tomara que tu apanhes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Não tornes a fazer isso,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Tirar amores dos outros&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Depois fazer seu feitiço&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Olha a rolinha, sinhô, sinhô&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Se embaraçou sinhô, sinhô&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;É que a vizinha sinhô sinhô&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Nunca sambou sinhô sinhô&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Porque este samba sinhô sinhô&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;É de arrepiar sinhô sinhô&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(51,51,51); TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Põe perna bamba sinhô sinhô&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51);font-size:85%;" &gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Mas faz gozar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-7241867538813000212?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/7241867538813000212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/05/pelo-telefone.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/7241867538813000212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/7241867538813000212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/05/pelo-telefone.html' title='Pelo Telefone'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-3516648532991587354</id><published>2009-05-20T12:48:00.004-03:00</published><updated>2009-05-20T12:58:32.526-03:00</updated><title type='text'>"O samba é samba em qualquer lugar"</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/ShQnb1Hw8QI/AAAAAAAAAAU/0oz_uNJ4BSs/s1600-h/DSC01913.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337934817410478338" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 304px; CURSOR: hand; HEIGHT: 202px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/ShQnb1Hw8QI/AAAAAAAAAAU/0oz_uNJ4BSs/s320/DSC01913.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ontem, dia 19 de maio, estivemos no Ó do Borogodó com Dona Inah. Sambista paulistana desde a década de 50, Dona Inah, aos 74 anos, acaba de lançar seu segundo álbum “Olha Quem Chega”, no qual gravou apenas composições de Eduardo Gudin, sambista também paulistano, que segundo a cantora “é uma referência como compositor, além de ser uma pessoa admirável”.&lt;br /&gt;Questionada sobre o samba paulistano e o carioca, Dona Inah foi sucinta na resposta “Aqui tem muito mais chorão do que samba, mas o samba sempre existiu em todos os Estados, só muda a forma”. A paulistana também explicou que os desamores e as desilusões da vida ajudaram o samba a crescer. “Os compositores competiam entre si para ver quem explicava melhor o momento triste, isso resultava em boas letras e em novas batucadas”.&lt;br /&gt;Dona Inah, diferente do que muito se ouve, disse nunca sentir resistência no samba por ser mulher. “Sempre fiz ótimas parcerias tanto com compositores daqui quanto com os cariocas, fiquei afastada do samba porque trabalhava a noite”.&lt;br /&gt;A cantora acredita que o samba nunca vai acabar, pois novos nomes estão surgindo, em estilos diversos, mas com o intuito de expandir esse universo das batucadas. “Hoje tem muitas mulheres no samba e acredito que elas precisam lutar bastante para conquistar o público, porém já vejo que muitas delas vão perpetuar o samba antigo, o samba de raiz”. Dona Inah também elogiou o talento de Mariana Aydar, um novo nome do samba paulista, e afirmou que ela certamente será um mulher do samba.&lt;br /&gt;Com o lançamento do segundo álbum, Dona Inah fez uma turnê pela Europa, onde foi muito bem recebida. “Apesar deles não entenderem as letras, gostam de samba, porque querem dançar, o ritmo contagia eles”. Cheia de charme e timidez, ao perguntarmos sobre composições próprias, a paulistana nos revelou um segredo e talvez um grande desejo. “Tenho algumas composições sim, mas nunca cantei, tenho vergonha, quem sabe um dia gravo um cd só com as minhas canções. Por enquanto, interpreto as pessoas que admiro, como o Gudin”.&lt;br /&gt;Encerramos o nosso bate-papo, porque a platéia, que lotava as mesas expostas na casa, estava ansiosa para ouvir a estrela da noite. Quem quiser conferir essa simpatia, ela está presente todas as terças-feiras, às 22h30, no Ó do Borogodó.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Serviço:&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ó do Borogodó&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;R. Horácio Lane, 21 – Pinheiros – Oeste. Telefone: (11) 3814-4087&lt;br /&gt;Aceita os cartões Master e Visa. Ingresso: R$ 15. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-3516648532991587354?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/3516648532991587354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/05/o-samba-e-samba-em-qualquer-lugar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/3516648532991587354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/3516648532991587354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/05/o-samba-e-samba-em-qualquer-lugar.html' title='&quot;O samba é samba em qualquer lugar&quot;'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/ShQnb1Hw8QI/AAAAAAAAAAU/0oz_uNJ4BSs/s72-c/DSC01913.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-491954254584124206</id><published>2009-05-18T13:58:00.000-03:00</published><updated>2009-05-18T13:59:17.782-03:00</updated><title type='text'>Tiririca</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ler &lt;em&gt;Sambexplícito – As vidas desvairadas de Germano Mathias&lt;/em&gt;, de Caio Silveira Ramos é ter uma aula do samba paulista. O texto flui em ritmo e letra de samba, e assim como numa roda de samba, quando você entra não consegue sair mais. Já nos capítulos iniciais, o autor nos apresenta a tiririca, espécie de capoeira em que um dos participantes tenta derrubar o outro dentro da roda, enquanto o samba corrre solto. A narrativa nos leva para dentro do jogo, e apresenta Madusca, o Branquinho Pixaim que no meio dos engraxates da Praça da Sé, atraía clientes e quem mais passasse para sua arte na tiririca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;“É chegar e ver. A Catedral prontanãopronta no fundo, a batucada no chão, engraxates trabalhando, caprichando no pé do freguês, competindo lustro e no batuque. É escova virando tamanco, costa com costa, barulho de madeira fazendo toquetiquitiquitoque. É a caixa, moleque sentado em cima, mão sincopando, tuntunchiquituntum. (...) É a lata de graxa, escovinha tamborilando tintinquichiquitim. E forma a roda. Engraxate sem freguês, se chega no outro. Freguês chega mais para ver e admirar que lustrar o pisante. E o batuque comendo solto. A roda formada. Os dois no centro da roda, ginga, gingando, negaceia, finge que vai, mais não vai, o outro também. Pernada de um lado, pernada do outro, saracoteando, saltando de banda, pinoteio pro lado, mão no chão, rasteira. É a tiririca, capoeira aqui se chama assim. Aqui, Sé. E também no Largo da Banana, República, Praça Clóvis, Rua Direita e onde tiver engraxate. (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aliquando que o moleque descaminhado chegou, enfeitiçado, enfeitiçando, ninguém viu como e onde. Chegou. Olharam e ele já estava lá, a voz trazendo pra roda os sambas de rádio, as mãos encontrando a lata de graxa e desenhando no céu da praça o gingado incontrolável. E olha a perna voando. E olha os pés rabiscando o chão, traçando dribles de pernas engranitadas. É ele, roubando a roda, roubando o sossego dos engraxates: agora chega!(...) O freguês não resiste, quer ver aquele zureta, sarará maluco. Branquinho Pixaim. (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entra em transe, a voz arrebentada, quer é brincar com a lata de graxa, derrubar o ouvinte que passa com os negaceios da voz. Fulano pensa que o som vai para lá, mas vai além de lá e quando vai, volta, derruba. As palavras cantadas vão derrubando os valentes. As palavras se quebram, requebram, se misturam. Chafurdagem de palavras e sons. E nascem outras palavra, outros sons do canto do Branquinho Pixaim.É assim que ele derruba mais. Sincopando o ar que lhe sai da boca. Ninguém sabe como aprendeu,já era”. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saravá, Germano Mathias ! &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-491954254584124206?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/491954254584124206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/05/tiririca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/491954254584124206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/491954254584124206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/05/tiririca.html' title='Tiririca'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-6194492979411265632</id><published>2009-05-13T22:10:00.006-03:00</published><updated>2009-05-14T11:43:32.797-03:00</updated><title type='text'>Caco Velho - O Sambista Infernal</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/SgtxT92931I/AAAAAAAAAAM/4HY9t4_LBfo/s1600-h/Caco+Velho-foto1sm.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335482771387047762" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 300px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 227px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/SgtxT92931I/AAAAAAAAAAM/4HY9t4_LBfo/s320/Caco+Velho-foto1sm.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" equiv="Content-Type"&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CLuiza%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:smarttagtype name="metricconverter" namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;o:smarttagtype name="PersonName" namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;object id="ieooui" classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D"&gt;&lt;/object&gt;&lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:"Trebuchet MS"; 	panose-1:2 11 6 3 2 2 2 2 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:swiss; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:647 0 0 0 159 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} p 	{mso-margin-top-alt:auto; 	margin-right:0cm; 	mso-margin-bottom-alt:auto; 	margin-left:0cm; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-STYLE: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-STYLE: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"De manhã, temendo que me achasses feia / Acordei tremendo, deitada na areia / Mas logo teus olhos disseram que não / E o sol penetrou no meu coração / Vi depois numa rocha uma cruz / E o teu barco negro dançava na luz / Vi teu braço acenando entre as velas já soltas... / Dizem as velhas da praia / Que não voltas - São loucas, são loucas! Eu sei, ó meu amor, que nem chegastes a partir / Pois tudo em meu redor me diz / Que estás sempre comigo" &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Barco Negro - Caco Velho)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-STYLE: italic; FONT-FAMILY: trebuchet ms"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Poucos sabem, mas &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Caco Velho&lt;/span&gt; foi a grande inspiração do mestre do samba paulistano &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Germano Mathias&lt;/span&gt;. Aquele samba sincopado, adiantando e atrasando o compasso, o improviso e a sonorização da cuíca com a própria voz são herança (ou inspiração) do samba de Caco Velho. Em suas letras, Caco ironizava situações cotidianas, sempre com pitadas de bom humor e malandragem. Sua história é pouco conhecida e seu nome quase nunca é lembrado. Apesar da origem &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="em Porto Alegre"&gt;em Porto Alegre&lt;/st1:personname&gt;, foi uma das principais influências do samba paulistano. A seguir, um breve resumo da vida do sambista infernal.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em &lt;st1:metricconverter st="on" productid="1934, a"&gt;1934, a&lt;/st1:metricconverter&gt; música Caco Velho (&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Ary Barroso)&lt;/span&gt; fazia sucesso nas rádios na voz de Elisa Coelho, uma das principais interprétes das letras de Ary. Matheus Nunes, um garoto de não mais que quinze anos, trabalhava no café Florida, em Porto Alegre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gaúcho Paulo Coelho observava o menino que repetia incessantemente enquanto batucava caixinhas de fósforo num tabuleiro: "&lt;i&gt;mas hoje é um caco velho/ que não vale nada/ tem a cabeça branca e a pele encarquilhada&lt;/i&gt;". Em uma das noites, o pandeirista que tocava com Paulo faltou e ele chamou o menino para ajudar no samba com uma das suas principais habilidades. Outro dia, faltou o crooner (cantor), e o menino que cantava Caco Velho entrou de novo. Não quer dizer que Caco aprendeu a cantar ou tocar porque tinha que substituir alguém. Talento ele tinha, só faltava mesmo um empurrãozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final dos anos 30, já participando da &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Rádio Difusora&lt;/span&gt; e voz e violão do conjunto Regional de Piratini (ou Conjunto Regional Brasileiro), Caco viajou com o grupo para Argentina, Chile e México. Vale destacar que uma das apresentações teve transmissão direta para Hollywood.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele fez parte de outros conjuntos, e era considerado pela imprensa gaúcha o &lt;i&gt;pandeirista nº1 de Porto Alegre&lt;/i&gt;. Humilde e bem humorado, ao retornar de um visita ao Rio de Janeiro, ele fugiu das especulações sobre uma possível ida para os Estados Unidos e convites para estrelas filmes, contando que "&lt;i&gt;a viagem não foi nada demais. Fizemos uma rodinha e o pandeiro começou. Depois veio um Walt Disney, dizendo tudo em inglês.&lt;/i&gt;..". Alguns depois, surgiram comentários de que o pandeiro do personagem Zé carioca era uma alusão - ou homenagem – às caretas e aos pés virados para dentro de Caco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sâo Paulo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1942, Caco veio para São Paulo, seguindo exemplo de outros sambistas do Sul que conseguiram emprego em casas noturnas da capital. Em uma de suas aparições, Caco foi convidado por Demerval Costalina, da Rádio Tupi, a "dar uma passada" nos estúdios da &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Rádio Tupi&lt;/span&gt;. Ele foi, e após a cantoria no &lt;i&gt;Batucada Paulista&lt;/i&gt;, ganhou apelidos como o &lt;i&gt;Sambista Infernal &lt;/i&gt;e&lt;i&gt; O Homem com a cuíca atravessada na garganta&lt;/i&gt;. O primeiro disco veio logo em seguida, 1944, pela &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Odeon&lt;/span&gt;, com os sucessos Briga de Gato e Maria Caiu do Céu.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Além dos atributos no pandeiro, na voz e na composição de sambas, Caco atuou nos filmes Carnaval Atlântida, Mulher de verdade e Carnaval em lá maior. Foi para Paris, cantou no cabaré &lt;st1:personname st="on" productid="La Macumba"&gt;La Macumba&lt;/st1:personname&gt;, e retornou dois anos depois, em 1957, para inaugurar sua casa noturna, Derval bar. Em 60 abriu o Brazilian´s Bar, e partiu com a banda homônima para os EUA, e em seguida para Lisboa, se apresentando em teatros, televisões e programas de rádio. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Naquele tempo, a &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Bossa Nova&lt;/span&gt; e a &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Jovem Guarda&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; começaram a despontar na preferência musical no País, e as influências do exterior também se mostravam um concorrente para o estilo de Caco. O radialista &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Kalil Filho&lt;/span&gt;, da Tupi, chegou a sugerir uma influência da Bossa Nova no disco Comendador da Bossa Nova, gravado em 1963. Realmente, em algumas gravações o sambista se deixava levar pelo ritmo do violão, mas a verdade é que a Bossa é quem deve agradecer ao sambista, conhecedor do sucesso do movimento: dominar o ritmo e subjugá-lo¹.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em 1969, Caco recebeu o diagnóstico de um câncer, retornando ao Brasil. Os tempos já eram outros. Ele reclamava dos cachês e dizia que o povo estava menosprezando a musica nacional, só queriam saber do iê-iê-iê. Dois anos depois, a doença o levou, mas sua originalidade e seu samba &lt;i&gt;vainãovaijáfoi&lt;/i&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;animam as rodas até hoje. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Suas principais composições são Barco Negro, Mãe Preta, Não bobeie Kalamazu e Não faça hora.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-6194492979411265632?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/6194492979411265632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/05/caco-velho-o-sambista-infernal.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/6194492979411265632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/6194492979411265632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/05/caco-velho-o-sambista-infernal.html' title='Caco Velho - O Sambista Infernal'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yd76odumHcE/SgtxT92931I/AAAAAAAAAAM/4HY9t4_LBfo/s72-c/Caco+Velho-foto1sm.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-420109333623080546</id><published>2009-05-13T15:10:00.002-03:00</published><updated>2009-05-13T15:42:36.979-03:00</updated><title type='text'>Leila Pinheiro e Eduardo Gudin, no SESC Pinheiros</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ele: Compositor de letras riquíssimas, melodia sofisticada e adorador dos cantos de São Paulo. Garoto prodígio, começou a construir sua obra aos 13 anos, aprensentando-se entre gigantes como Gil e Chico, no Fino da Bossa. Admirado por seus 40 anos de carreira e suas letras incríveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela: Paraense de voz suave e bom gosto. Famosa por gravar as mais bonitas composições de consagrados nomes como: Ivan Lins, Gonzaguinha e Eduardo Gudin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois: Parceiros de longa data, desde o Festival dos Festivais, de 1985, &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eduardo Gudin &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;e &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Leila&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pinheiro&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;encontram-se agora para o lançamento do novo CD "Pra Iluminar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O show é dedicado à obra de Gudin e vai emocionar a todos que tem coração com sambas popularmente sofisticados, canções de amor e canções dedicadas ao Brasil como Paulista, Ainda Mais, Praça 14 bis, entre outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;SESC Pinheiros&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dias&lt;/span&gt;: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;6 de junho às 21h, e 7 de junho às 18h&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ingressos à venda na Rede SESC.&lt;br /&gt;R$ 30,00 - Inteira&lt;br /&gt;R$ 15,00 - Usuário matriculado no SESC e dependentes&lt;br /&gt;R$ 7,50 - Trabalhadores no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes&lt;/span&gt;&lt;table style="width: 663px; height: 90px;" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="vertical-align: top;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="preco" valign="top" width="60"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="preco" valign="top" width="60"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="preco" valign="top" width="60"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-420109333623080546?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/420109333623080546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/05/leila-pinheiro-e-eduardo-gudin-no-sesc.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/420109333623080546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/420109333623080546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/05/leila-pinheiro-e-eduardo-gudin-no-sesc.html' title='Leila Pinheiro e Eduardo Gudin, no SESC Pinheiros'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8539153437877187661.post-3541312990439560043</id><published>2009-05-10T18:07:00.001-03:00</published><updated>2009-05-10T18:07:56.230-03:00</updated><title type='text'>Apresentação</title><content type='html'>&lt;div&gt;"São Paulo é o túmulo do samba". Que nos desculpe o grande poeta, Vinícius de Morais, mas não é não. São Paulo tem sim grandes nomes: Adoniran Barbosa, Germano Matias, Osvaldinho da Cuíca, Geraldo Filme, Gudin, Vanzolini e muito mais. O malandro também mora aqui, a cidade não pára, a boemia não descansa e o samba não acaba...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este blog foi criado com um único objetivo: a troca de informações, já que acreditamos no coletivo, na diversidade e na expansão do conhecimento. Vamos mostrar as raízes e a tradição do samba paulistano, suas vertentes, apresentações, composições e onde encontrá-los nos dias de hoje. Todas as idéias servirão de apoio para um projeto em desenvolvimento, um livro reportagem para homenagear e eternizar o samba da capital.&lt;/div&gt;  &lt;div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Sejam bem vindos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8539153437877187661-3541312990439560043?l=sambaemsampa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/feeds/3541312990439560043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/05/apresentacao_10.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/3541312990439560043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8539153437877187661/posts/default/3541312990439560043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sambaemsampa.blogspot.com/2009/05/apresentacao_10.html' title='Apresentação'/><author><name>Samba em Sampa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13487623477105144164</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
